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Saúde
“Na Pele em que Vivo”: dermatite atópica na 1.ª pessoa
quinta-feira, 12 setembro 2019 11:17
“Na Pele em que Vivo” é o nome da campanha baseada em testemunhos de portugueses que vivem com dermatite atópica (DA) moderada a grave. A iniciativa será lançada, no âmbito do Dia Mundial da Dermatite Atópica, que se celebra no próximo sábado, dia 14 de setembro. 
 
A DA é uma doença inflamatória crónica da pele, que pode ser altamente debilitante e provocar um sofrimento que vai muito para além da pele. Em Portugal, estima-se que existam cerca de 34 mil doentes com DA moderada a grave e destes, cerca 12 mil pessoas apresentam DA grave.
 
Esta iniciativa conta com o apoio da Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP) e da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) e tem como objetivo alertar a sociedade para o verdadeiro impacto que a DA tem na vida dos doentes e seus familiares.
 
“A pele é o maior órgão do nosso corpo, essencial para o nosso bem-estar. Os doentes que sofrem de DA veem a sua vida muito afetada por esta doença, por isso acreditamos que é nossa missão alertar e sensibilizar a sociedade e as entidades nacionais para esta patologia e apoiar medidas que melhorem a qualidade de vida dos doentes”, afirma Miguel Peres Correia, presidente da SPDV.
 
Por sua vez Joana Camilo, presidente da ADERMAP destaca: “É importante exemplificar que rotinas simples do nosso dia a dia, como dormir, vestir ou tomar banho, que para outras pessoas representam momentos de felicidade e descontracção, para nós podem causar um enorme sofrimento e mal-estar, condicionando a nossa vida a vários níveis”.
 
Sobre a dermatite atópica
A patologia afeta cerca de 1-3% da população adulta, e cerca de 15% a 20% das crianças e adolescentes. Em Portugal, segundo o estudo Nostradamus, estima-se que existam cerca de 34 mil doentes com DA moderada a grave e destes, cerca 12.5 mil pessoas apresentam DA grave, representando 16% dos adultos com dermatite atópica.
 
• A DA inadequadamente controlada é responsável por um forte impacto físico, emocional, psicológico e socioeconómico.
• A DA moderada a grave é caracterizada por surtos e erupções cutâneas imprevisíveis que podem cobrir grande parte do corpo e provocam prurido intenso e persistente, vermelhidão, lesões e fissuras, crostas e exsudação. Estes sintomas são muitas vezes causadores de perturbações do sono, ansiedade e depressão.
 
Dados de um estudo europeu realizado pela European Federation of Allergy and Airways Diseases Patient’s Associations (EFA):
• Uma em cada quatro pessoas sente incapacitada para lidar com a vida;
• 23% não têm uma visão optimista sobre a sua vida;
• 28% das pessoas vivem todos os dias com prurido (comichão) na pele;
• 38% declara-se prejudicado no trabalho por causa da sua pele;
• 45% das pessoas confessa que a dermatite atópica influenciou os seus relacionamentos, vida sexual e hobbies;
• 51% das pessoas tentam esconder a doença.

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