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Saúde
Tecnologia para ajudar pessoas com diabetes a medir glicose pela saliva ganha concurso da Web Summit
sexta-feira, 08 novembro 2019 12:37
Uma aplicação para monitorizar a glicose a partir da saliva foi a grande vencedora do concurso de startups deste ano da Web Summit. O objetivo da Nutrix, uma empresa Suíça que nasceu durante um concurso do Massachusetts Institute of Technology (MIT), é criar biossensores que recolham informação a partir da saliva. O primeiro projeto é um nanosensor para ajudar pessoas com diabetes a regular, facilmente, os seus níveis de glicose sem ter de tirar sangue ou implantar sensores por debaixo da pele.
 
“Funciona como um autocolante que se cola num dente. E há muita informação que se pode recolher com a saliva, mas a glicose é a nossa prioridade para já”, explicou Maria Mahn, fundadora da Nutrix, na última apresentação na Web Summit, em que teve três minutos para defender a sua empresa. “Começámos com a glicose porque uma em cada 11 pessoas hoje em dia tem diabetes.”
 
Só em Portugal, todos os dias são diagnosticadas cerca de 200 pessoas com esta doença (que mata uma pessoa no mundo a cada oito segundos) de acordo com dados recentes da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal.
 

Hahn disse que é muito cedo para falar de preços ou de modelos finais do sensor. “Ainda estamos numa fase muito inicial”, disse, “mas há duas hipóteses possíveis: ou um sensor mais duradouro, ou um sensor que se coloque diariamente e que funcione durante cerca de 24 horas – dia e de noite.”

 

A equipa veio à Web Summit competir contra outras 134 startups pelo primeiro lugar para encontrar investidores para ajudar com financiamento no processo de regulação. Como se trata de um dispositivo médico, o sensor da Nutrix precisa de autorização de entidades como a FDA, que é a agência que regula os medicamentos nos EUA, ou da EMA, que é o seu equivalente europeu.

 

“Apesar dos EUA serem o mercado maior, queremos começar os processos de regulação na Europa e nos EUA em simultâneo”, partilhou Hahn.

 

Contrariamente aos primeiros dois anos da cimeira em Lisboa (em que a vitória vinha acompanhada por prémios monetários, e até programas de mentoria) desde 2018 que o único prémio é a notoriedade. No primeiro ano da feira em Lisboa, a startup vencedora (que apresentou um robô dinamarquês que ensinava crianças a programar) arrecadou 100 mil euros da Portugal Ventures. No segundo ano, o prémio foram 50 mil euros e um programa de mentoria.

 

“A Web Summit só por si é uma excelente oportunidade para partilhar os nossos serviços com o mundo e chegar a uma grande rede de investidores”, disse Alexander Tomlinson, director de produto da Be Right Back – um serviço de viagens por subscrição – que foi uma das duas outras startups que estava a concorrer com a Nutrix pelo primeiro lugar.

 

Entre as três finalistas estavam também a Banjo Robinson, um serviço de cartas para crianças por subscrição da autoria de um gato fictício que viaja por todo o mundo e partilha os seus conhecimentos com crianças.

 

Fonte: Público

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