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Saúde
Na Semana Mundial do Antibiótico, “Tome a Atitude Certa”
segunda-feira, 18 novembro 2019 13:29

Os antibióticos são ferramentas fundamentais para a Medicina moderna, mas o seu consumo inapropriado é um dos responsáveis pelo surgimento de bactérias resistentes. As infeções associadas aos cuidados de saúde e o aumento da resistência aos antimicrobianos (RAM) representam um problema crescente à escala mundial. De facto, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a RAM será responsável pela morte de 10 milhões de pessoas por ano em todo o mundo em 2050.

 

Por essa razão, a Organização Mundial de Saúde (OMS) apela à ação dos líderes mundiais com a Semana Mundial do Antibiótico, que decorre entre os dias 18 e 24 de novembro, e que engloba o Dia Europeu dos Antibióticos, assinalado hoje pelo European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC).

“Tome a Atitude Certa” é o mote da campanha contra a resistência aos antibióticos desenvolvida pela Pfizer, em parceria com o Grupo de Infeção e Sepsis (GIS). A iniciativa pretende alertar decisores políticos, administradores hospitalares, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, comunicação social e público em geral para uma correta utilização dos antibióticos. Entre as mensagens a divulgar, a campanha vai procurr derrubar mitos que levam as populações a automedicar-se ou a exigir um certo tipo de medicação para problemas que não são tratáveis com antibióticos.

Portugal acima da média europeia na utilização de antibióticos

Em Portugal, o consumo de antibióticos começa a revelar uma redução, quer nos hospitais, quer na comunidade. Contudo, o país continua acima da média europeia na utilização de antibióticos e apresenta uma das mais elevadas taxas de infeções hospitalares da Europa.

Dados recentes do Health at a Glance da OCDE revelam que, entre 2016 e 2017, em Portugal, 5,9% dos doentes em cuidados continuados registaram pelo menos uma infeção associada aos cuidados de saúde, um valor acima da média dos países da organização (3,8).

De acordo com o mesmo relatório, o isolamento de bactérias resistentes a antibióticos em doentes de cuidados continuados em Portugal também apresenta as percentagens mais elevadas dos países analisados, com 46,2%, quase o dobro da média da OCDE (26,3%).

 

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