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Saúde
Estudo revela que número de novos diagnósticos de VIH diminuiu 46% na última década
quinta-feira, 28 novembro 2019 12:49
O mais recente estudo conjunto da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge quanto à incidência da infeção VIH e SIDA em Portugal revelou que, entre os anos 2008 e 2017, observou-se uma redução de 46% no número de novos casos de infeção por VIH, e de 67% em novos casos de SIDA.
 
Ainda assim, Portugal permanece entre os países com maior taxa de novos casos de infeção VIH e SIDA da Europa ocidental. Encontram-se notificados mais de 59 mil casos de infeção por VIH, com diagnóstico entre 1983 e 2018, dos quais mais de 22 mil atingiram estádio SIDA. Segundo dados da monitorização da estratégia 90-90-90, 92,2% das pessoas que vivem com VIH em Portugal estavam diagnosticadas. Destas, 90,3% encontravam-se em tratamento, tendo 93,0% virémia suprimida. Deste modo, Portugal atingiu no final de 2017 os três objetivos da ONUSIDA.
 
Apesar das conquistas, a promoção do rastreio e da referenciação de pessoas com resultados reativos para os cuidados hospitalares continuam a ser ações prioritárias. Também é dada primazia à sensibilização para o vírus VIH e SIDA. Em 2018, foram distribuídos cerca de cinco milhões de preservativos masculinos, cento e setenta mil preservativos femininos e um milhão e trezentas mil seringas.
 
O estudo revelou ainda que cerca de mil pessoas deram início ao Profilaxia Pré-Exposição da Infeção por VIH (PrEP), maioritariamente cisgénero masculino. Foram também realizados mais de cinquenta mil testes rápidos para VIH em várias instituições de saúde e organizações não-governamentais, dando-se um aumento de cerca de 28% em relação ao ano de 2017.
 
Contudo, ainda há muito por fazer: “importa melhorar as estratégias de rastreio implementadas por forma a se chegar mais cedo às pessoas que vivem com VIH (PVVIH). A manutenção das respostas comunitárias, o alargamento da realização do teste rápido nas farmácias comunitárias a outras regiões do país, a criação de alertas nos sistemas de informação dos cuidados de saúde primários para que o teste seja proposto às pessoas que apresentem condições indicadoras de infeção, são algumas das melhorias a introduzir a curto prazo, com vista à obtenção de melhores resultados, com impacto no diagnóstico precoce da infeção”, refere o relatório.
 
Desde 1985 que o Instituto Ricardo Jorge vigia epidemiologicamente a infeção por VIH e SIDA, sendo a entidade responsável pela integração da informação relativa aos casos notificados nas bases de dados nacionais. É ainda responsável pela análise dos dados e a sua divulgação, em colaboração com o Programa Nacional para a Infeção VIH e SIDA da DGS.
 

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