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Saúde
Hospitalização domiciliária reduz tempo de recuperação de doentes em Bragança
segunda-feira, 09 dezembro 2019 11:54
O Hospital de Bragança, integrado na Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE), constatou que o tratamento em casa reduz o tempo de recuperação dos doentes, ao acompanhar 34 casos num período de cinco meses. Este é o único hospital em Trás-os-Montes que permite a hospitalização domiciliária, dependendo da doença e mediante a existência de cuidadores.
 
O conceito de hospital em casa permite aos doentes “uma convalescença muito mais rápida. Se no internamento um processo leva, por exemplo, sete dias, em casa é cinco, ou se leva 15 dias, em casa são 12, porque recuperam muito melhor. Estão no seu ambiente familiar e recebem todos os mimos, quer do hospital, quer da própria família”, explica à Lusa a médica responsável, Cármen Valdivieso.
 
A hospitalização domiciliária é apenas proposta a doenças relacionadas com infeções, doenças respiratórias ou doenças mais leves, com a condição de que o doente tem autonomia ou é acompanhado por cuidadores. As visitas da equipa hospitalar são diárias, sendo realizadas de manhã com médica e enfermeiro, e à tarde e à noite apenas o enfermeiro se dirige aos domicílios. Contudo, a família e o doente têm um contacto telefónico direto caso seja necessária assistência médica, podendo também ser pedida a intervenção de outras especialidades, tal como acontece no hospital.
 
Entre os 34 doentes que acompanham em casa, a maioria está abaixo dos 60 anos. Ainda assim, a modalidade evita a confusão e desorientação sentida pelos idosos quando são tirados do ambiente a que estão habituados e internados em meio hospitalar, sendo esta uma das vantagens apontada pelo enfermeiro Miguel Borges. No caso concreto dos idosos, muitas vezes falta o cuidador, pelo que se veem obrigados a permanecer no hospital: “muitas das vezes é o cuidador que não tem condições durante parte do dia, porque as pessoas trabalham”, refere o enfermeiro.
 
A hospitalização domiciliária surgiu em Portugal em 2015, com a primeira experiência tendo lugar no Hospital Garcia de Orta, em Almada. Atualmente estão disponíveis 19 das 23 unidades contratualizadas com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) por todo o país.
 

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