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Saúde
Mais de metade da população com doença crónica tem níveis baixos de literacia em saúde
quarta-feira, 11 dezembro 2019 11:27
Cerca de 55% da população com doença crónica tem níveis inadequados de literacia em saúde, revelou o estudo “Literacia em Saúde na Doença Crónica”, apresentado ontem, dia 10 de dezembro, pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP-NOVA). O objetivo do trabalho é levar o tema a debate, através da análise do papel do cidadão na gestão da sua saúde.
 
O trabalho, desenvolvido no âmbito do projeto “Saúde que Conta”, uma iniciativa da ENSP-NOVA, com o apoio da Lilly Portugal, revelou ainda que as pessoas com doença crónica e com um nível de literacia em saúde baixo utilizam mais vezes o serviço de urgência hospitalar, as consultas de Medicina Geral e Familiar e a urgência do centro de saúde.
 
Para além disso, cerca de metade dos inquiridos diz não ter no que diz respeito à gestão da sua doença. Contudo, quem gere a sua doença autonomamente apresenta um nível de literacia em saúde mais elevado. Um nível mais elevado de literacia em saúde reflete-se numa maior perceção da necessidade de tomar a medicação e uma diminuição da preocupação quando à mesma, sendo que o estudo aponta para 78% de adesão.
 
Dados revelados indicam que o nível de literacia em saúde pode estar relacionado com morbilidade múltipla, na medida em que um indivíduo com menor literacia em saúde tem mais doenças crónicas em simultâneo. Ainda assim, quanto maior é o grau de escolaridade, maior é o nível de literacia em saúde.
 
O estudo revelou que 82,8% dos doentes crónicos usa os profissionais de saúde como principal fonte de informação. Cerca de 57,7% obtém a sua informação através de familiares e amigos, e 55,1% pela televisão. Dois em cada dez indivíduos com doença crónica utiliza a Internet, e 25% procura informação sobre Saúde em plataformas governamentais.
 
“Estes resultados revelam a necessidade de uma intervenção estratégica que só poderá tornar-se efetiva se envolver os profissionais de saúde, os decisores políticos, os parceiros e o próprio cidadão”, salienta Ana Rita Pedro, investigadora da ENSP-NOVA e responsável pelo estudo.
 
António Leão, diretor-geral da Lilly Portugal, acrescenta ainda que “o investimento na literacia em saúde é fundamental e estratégico, já que tem impacto direto não só na promoção e proteção da saúde e prevenção da doença, como na garantia de sustentabilidade dos recursos e equidade dos serviços de saúde”.
 
Participaram no estudo 412 pessoas com doença crónica, com idades compreendidas entre os 18 e os 94 anos. As doenças crónicas mais prevalentes entre inquiridos incluem a hipertensão arterial, a deslipidémia, a diabetes, a ansiedade e depressão.
 

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