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Saúde
Cuidados Continuados terão mais de 200 respostas de saúde mental em 2020
terça-feira, 07 janeiro 2020 11:34
A nova coordenadora da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), Purificação Gandra, revelou ontem, dia 6 de janeiro, que serão implementadas 200 respostas em saúde mental, já estabelecidas, a distribuir pelos concelhos mais necessitados.
 
No decorrer deste ano vão também abrir 800 novas camas de Cuidados Continuados, conforme previsto no Orçamento do Estado. Em declarações à agência Lusa, a enfermeira Purificação Gandra, cuja designação para o cargo de coordenadora nacional da Comissão Nacional de Coordenação da RNCCI foi publicada ontem em Diário da República, referiu que cerca de metade também já estão identificadas.
 
“O que está previsto e que foi autorizado é o desenvolvimento de mais 800 camas este ano de cuidados continuados e 200 respostas em saúde mental, sendo que na saúde mental não são propriamente camas de internamento, são respostas muito de procura de alguma autonomização dos doentes de saúde mental em respostas em apoio domiciliário”, esclarece a nova responsável, que substitui Luís Fausto da Costa, indisponível para continuar funções.
 
De acordo com Purificação Gandra, as 200 respostas de saúde mental já estão identificadas, faltando apenas “ultimar os processos de autorizações da parte económica, dos custos, e a sua distribuição pelas diferente Administrações Regionais de Saúde (ARS)”, adianta.
 
“O que se procurou foi alargar as experiências-piloto com estas 200 novas respostas distribuídas pelos concelhos onde não havia ainda resposta ou pelos concelhos mais necessitados a nível das respostas existentes e que precisavam de ser ampliadas”, explica a nova coordenadora.
 
O concelho com mais necessidade de camas continua a ser Lisboa, pela sua população, ainda que as respostas apresentadas sejam distribuídas pelas cinco ARS. Ainda assim, a resposta continua a ser insuficiente, mas o foco está nos cuidados domiciliários, no reforço de equipas, unidades de dia e na promoção de autonomia.
 
“Sem a Segurança Social, a nossa reposta é um bocadinho deficitária porque é necessária que estas pessoas tenham apoio dos cuidadores informais e das instituições quando já não precisam de cuidados de saúde”, afirma.
 
“Não depende do Estado o querer e conseguir, porque estas camas são parcerias, contratos que se fazem com entidades do foro social e privado”, acrescenta a responsável.
 
A nova coordenadora salienta ainda que “à medida que o país vai estando coberto, vai sendo mais difícil haver promotores disponíveis para aumentar a sua oferta, o que não quer dizer que não se esteja a trabalhar nesse sentido, porque há promotores que pretendem aumentar a capacidade que têm e é assim que vamos conseguir aumentar a nossa necessidade em respostas”, mas que “não vai ser ainda em 2020 que vamos conseguir ter as necessidades do país completamente cobertas”, conclui.
 

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