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Saúde
Dados do “teste do pezinho” revelam mais 537 nascimentos em 2019
quarta-feira, 15 janeiro 2020 11:59
Em 2019, nasceram pelo menos 87.364 bebés em Portugal, mais 537 face ao ano anterior e mais 4.264 do que em 2014, de acordo com dados baseados no “teste do pezinho”, divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA). Os dados foram revelados com base nos resultados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN) para 2018, ano em que foram estudados 86.827 recém-nascidos.
 
Quanto ao maior número de testes realizados, Lisboa foi o distrito em primeiro lugar, com 26.281 “testes do pezinho”, seguido do Porto, com 15.701 e Setúbal, com 6.723.
 
Por outro lado, Portalegre (621), Bragança (629) e Guarda (697) foram os distritos com menos testes realizados em 2019 no âmbito do rastreio, coordenado pelo INSA, através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana, e não ao número de nascimentos em Portugal. Outubro (8.516), janeiro (8.291) e agosto (7.599) foram os meses com mais nascimentos.
 
Tendo em conta os dados apurados desde 2014, nesse ano foram realizados 83.100 testes do pezinho, número que subiu para 85.056 em 2015 e para 87.577 em 2016. Já em 2017, o valor caiu para 86.180, voltando a subir em 2018, com 86.827 testes e em 2019, com 87.364, segundos os dados revelados pelo INSA.
 
Com início em 1979, o Programa Nacional de Diagnóstico Precoce (PNDC), mais conhecido como o “teste do pezinho”, tem como objetivo diagnosticar crianças que sofrem de doenças genéticas e que podem beneficiar de tratamento precoce, evitando a ocorrência de atraso mental, doença grave irreversível e até mesmo a morte.
 
O “teste do pezinho”, que abrange atualmente 26 doenças, deve ser realizado entre o terceiro e o sexto dia do bebé, consistindo na recolha de gotículas de sangue mediante uma picada no pé do bebé.
 
Ainda que não seja obrigatório, o PNRN tem uma taxa de cobertura de 99,5%, com tempo médio de início de tratamento de 9,9 dias. Segundo Laura Vilarinho, que integra o programa desde a sua fundação, desde o seu início e até 2018, foram rastreadas 3.803.068 crianças e diagnosticados 2.132 casos, 779 dos quais de doenças metabólicas, 1.304 de hipotiroidismo congénito e 49 de fibrose quística.
 

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