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Saúde
Oito em cada 10 adultos admitidos em 2018 nos Cuidados Paliativos tinham cancro
sexta-feira, 17 janeiro 2020 10:14
Oito em cada 10 doentes adultos admitidos em Cuidados Paliativos em 2018 tinham cancro. Estes valores invertem-se no que toca as crianças e jovens, na medida em que 90% têm uma doença não oncológica. Os dados foram revelados esta quarta-feira, no Relatório de Outono de 2019 do Observatório Português de Cuidados Paliativos (OPCP).
 
“Contrariamente ao preconizado e até aos dados internacionais, em que a maioria dos doentes com necessidades paliativas tem como base uma doença não oncológica, os dados deste estudo mostram que em Portugal 80,7% dos doentes adultos admitidos a estes cuidados têm como base uma doença oncológica”, pode ler-se no documento, que indica que 89,4% dos doentes em idade pediátrica não tinham uma doença oncológica.
 
De acordo com o relatório, cerca de 102 mil doentes adultos e cerca de 8 mil crianças e jovens necessitaram de Cuidados Paliativos em 2018, mas apenas 25.570 doentes adultos e 90 em idade pediátrica obtiveram esses cuidados, traduzindo-se numa taxa de acessibilidade de 25% dos adultos e 0.01% nas crianças e jovens.
 
Cerca de 10.101 dos doentes adultos tinham cancro (80,7%), 2.104 (16,8%) tinham uma doença não oncológica e 314 (2.5%) tinham “doença mista”. Faro apresenta a maior proporção de doentes com cancro (97,8%) e Braga a menor (46,5%). As duas regiões também têm a maioria de doentes com doença não-oncológica, com 1,9% e 53,5%, respetivamente. Quanto à doença mista, Santarém apresenta maior número de doentes admitidos (16%).
 
Já os doentes em idade pediátrica, 76 não tinham cancro (89,4%), sete (8,2%) tinham doença oncológica e dois (2,4%) doença mista. A maior proporção de doentes admitidos com doença oncológica observa-se em Lisboa (33,3%) e a menor em Coimbra (4,5%), ao passo que, em relação aos doentes com doença não-oncológica, o maior número de doentes admitidos foi em Braga e na Guarda (100%) e a menor em Lisboa (66,7%).
 
O documento realça “a baixa proporção de doentes transferidos para serviços de tipologia de agudos com nenhum a ser transferido para unidade de cuidados intensivos”, o que revela, de acordo com o relatório, que “apesar da escassez de recursos humanos, os profissionais de cuidados paliativos, conseguem, em alguma medida, atingir alguns importantes resultados da sua prática”, sublinha.
 
Ainda assim, o OPCC conclui que “a cobertura universal efetiva de cuidados paliativos” em Portugal “está longe de estar alcançada assim como revela profundas assimetrias a nível distrital/regional e de tipologias”.
 

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