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Saúde
Centro Hospitalar Universitário de São João quadruplica número de consultas de obesidade em um ano
segunda-feira, 10 fevereiro 2020 12:03
O Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) quadruplicou, no espaço de um ano, o número de primeiras consultas na área da obesidade. O aumento deveu-se à criação do Centro de Responsabilidade Integrado (CRI), revelou o responsável pelo projeto, John Preto, na passada sexta-feira, dia 7 de fevereiro.
 
“Melhoramos a gestão, o acesso e os tempos de resposta. Em termos práticos e técnicos, o que aconteceu é que quadruplicámos o número de primeiras consultas. Passamos de um histórico de 400 por ano para 1.600”, adiantou o responsável.
 
O diretor sublinhou ainda que o serviço, em funcionamento desde janeiro de 2019, “duplicou o número de intervenções cirúrgicas” e teve “o mérito de conseguir ocupar melhor o espaço, neste caso o bloco operatório”. Este novo modelo de gestão permitiu gerir melhor os recursos disponíveis para o atendimento dos doentes, não só em termos de resposta, como também de acesso, trabalhando com 41 profissionais de áreas como Cirurgia, Psicologia, Nutrição, Enfermagem e Endocrinologia, entre outras especialidades, acrescenta John Preto.
 
O ex-ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, que esteve presente na apresentação dos resultados, considerou que estes foram “esmagadores” e que outros hospitais deviam seguir o exemplo do CHUSJ, no sentido de criarem centros semelhantes nesta e outras áreas.
 
“A obesidade é um problema de saúde pública que em Portugal tem uma magnitude muito grande. Muitas destas pessoas não têm dinheiro para ir ao privado. Dar resposta a esses doentes é um imperativo de saúde pública”, salientou o antigo ministro.
 
Segundo os dados apresentados, o internamento em 2018 em casos de obesidade rondava os 4,46 dias, enquanto agora está em 2,47, o que corresponde a um objetivo cumprido em 121%. John Preto destacou que estes números e o CRI permitiram libertar “camas no hospital para outras necessidades”.
 
O número de doentes com tempo de espera superior a um ano passou de 2.792, em 2018, para 958, em 2019. Também o número de cirurgias aumentou, passando de 273, em 2018, para 580, em 2019. No que diz respeito aos inscritos para cirurgia com tempo de espera superior a um ano, em 2018 tratavam-se de 98 doentes, ao passo que em 2019 eram zero.
 
“Não temos doentes à espera de cirurgia e não tivemos de mandar nenhum doente para outra instituição em 2019. A meta de desempenho do CRI de Obesidade foi de 84,3%”, revelou o responsável.
 
Agora, John Preto ambiciona “manter o conseguido em 2019 e tentar implementar novos desafios” em 2020, “como não haver nenhum doente à espera de consultas”.
 
“Já conseguimos isso nas cirurgias e agora o nosso desafio é nas consultas externas”, concluiu.
 
Fonte: Lusa

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