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Saúde
Alentejo: 82% dos rastreados estão em risco de desenvolver pé diabético
sexta-feira, 21 fevereiro 2020 11:05
Cerca de 82% dos indivíduos rastreados em três concelhos no Alentejo têm um risco moderado a elevado de desenvolver pé diabético, ao passo que a prevalência da doença nas regiões inquiridas se situa na ordem dos 23,8%. São estes os dados revelados pela Associação Protectora dos Diabéticos em Portugal (APDP), que realiza há um ano cuidados de podologia em projetos de intervenção e controlo do pé diabético no interior do país.
 
O projeto de Intervenção em Lares e Centros de Dia no Pé Diabético (PEDIAP) e o projeto de Intervenção em Centros de Dia e Domicílios (PEDIAB), com cofinanciamento da Direção-Geral da Saúde (DGS), foram colocados em prática pela APDP em três concelhos do Alentejo, nomeadamente Alcácer do Sal, Montemor-o-Novo e Vendas Novas. As iniciativas tiveram como objetivo avaliar, prevenir e tratar o pé diabético através de cuidados de podologia, promovendo a diminuição de feridas e de amputações.
 
“A nível nacional 20 a 25% das admissões hospitalares de pessoas com diabetes acontecem devido ao pé. E, neste momento, o pé diabético é a causa de mais de mil amputações dos membros inferiores. A nossa preocupação com o Alentejo deve-se à inexistência de cuidados estruturados e ao fraco acesso a cuidados de prevenção”, esclarece José Manuel Boavida, presidente APDP.
 
As intervenções, realizadas em 18 Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), incluíram o rastreio da doença com classificação do risco para lesões, bem como os tratamentos necessários aos casos de médio e alto risco. Foi também promovida a sensibilização e educação dos cuidadores formais e informais, contabilizando 334 participantes, 37 formações e 638 tratamentos realizados.
 
Os projetos revelaram que “a prevalência de diabetes nas IPSS é de 23,8% e que 18% dos indivíduos tem um risco baixo de ulceração, 44% risco moderado e 38% risco elevado”, adianta o responsável.
 
“Na ótica dos beneficiários, este projeto permitiu a otimização dos cuidados locais através de cuidados especializados de proximidade, prevenção de feridas e amputações, tratamento e cura de feridas já existentes, bem como redução dos danos estabelecidos. Para além de promover a consciencialização para este problema e a valorização e alívio das dificuldades locais sentidas pelos cuidadores formais e informais”, conclui José Manuel Boavida.

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