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Saúde
Crianças com paralisia cerebral melhoram após tratamento com células estaminais do cordão umbilical
quinta-feira, 27 fevereiro 2020 10:52
As células estaminais do cordão umbilical podem desempenhar um papel importante no tratamento e melhoria de crianças com paralisia cerebral. São estas as conclusões de um estudo realizado na China, no qual participaram 39 crianças com a doença.
 
Com idades entre os 2 e os 12 anos, as crianças intervenientes foram divididas em dois grupos, nomeadamente o grupo experimental, que recebeu células estaminais do tecido do cordão umbilical, e o grupo controlo, que recebeu placebo. Todas as crianças foram incluídas num programa de reabilitação e seguidas durante um ano após o tratamento.
 
Os investigadores compararam o desempenho das crianças de ambos os grupos utilizando três testes, realizados antes e após o tratamento, que mediram a facilidade na realização das atividades quotidianas, a compreensão, a linguagem e a função motora. Ainda que o desempenho inicial das 39 crianças tenha sido idêntico nos três testes, após o tratamento observaram-se diferenças entre os dois grupos. No espaço de um ano, as crianças que receberam células estaminais registaram mais melhorias na capacidade motora e na realização de atividades do dia a dia, comparativamente às que receberam placebo.
 
Para os autores do estudo, os resultados indicam que a terapia com células estaminais do cordão umbilical é capaz de promover melhorias, que vão para além das conseguidas apenas através de reabilitação.
 
Segundo Bruna Moreira, investigadora do departamento de I&D da Crioestaminal, “os resultados deste ensaio clínico, juntamente com outros casos publicados, sugerem que a utilização de células estaminais, em conjunto com as abordagens tradicionais, poderá vir a desempenhar um papel preponderante no tratamento desta condição”.
 
A paralisia cerebral é geralmente causada por lesões neurológicas ocorridas durante a gestação ou na altura do nascimento. Atualmente, estima-se que afete cerca de dois em cada mil recém-nascidos em todo o mundo, sendo a principal causa de incapacidade na infância. As abordagens terapêuticas atuais dirigem-se à melhoria da postura, controlo do movimento e autonomia da criança, não atuando na lesão cerebral subjacente, pelo que se torna urgente encontrar novas estratégias eficazes para o seu tratamento.
 

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