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Saúde
Primeira menstruação das portuguesas tem vindo a surgir mais cedo
terça-feira, 03 março 2020 11:43
A primeira menstruação das mulheres portuguesas tem vindo a acontecer mais cedo, passando dos 13 para os 12 anos. São estas as conclusões de um estudo desenvolvido pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), que avaliou a evolução da idade da primeira menstruação num grupo de mulheres nascidas entre 1920 e 1992.
 
Tendo em conta a tese de que “uma idade da menarca precoce pode estar associada a problemas de saúde mais tarde na vida”, torna-se importante estudar a evolução da primeira menstruação, tema sobre o qual não havia dados em Portugal, esclarece Catarina Queiroga, primeira autora da investigação, coordenada por Henrique Barros.
 
“Com este estudo, quisemos caracterizar a tendência da idade da menarca, ao longo de várias gerações. Em particular, estávamos interessados em verificar se a idade da menarca está em declínio ou estabilização, tal como evidenciam estudos de outros países europeus, ou se, pelo contrário, estaria a aumentar”, adianta.
 
O estudo, publicado na revista científica American Journal of Human Biology, usou dados de 11.274 mulheres, nascidas entre 1920 e 1992, para avaliar a evolução da idade da primeira menstruação.
 
Designado “Secular trend in age at menarche in women in Portugal born between 1920 and 1992: Results from three populationbased studies”, o trabalho concluiu que a mediana da idade da menarca tem vindo a diminuir ao longo dos anos, passando dos 13 anos para os 12, a uma taxa de 31 dias por cada 5 anos.
 
“Este é o estudo mais recente a caracterizar a idade da primeira menstruação num conjunto elevado de mulheres portuguesas, com diferentes idades. Pretendíamos analisar a evolução da idade da menarca ao longo de várias gerações, para posteriormente desenvolver outros estudos que procurem explicar a tendência encontrada”, acrescenta a investigadora.
 
Nesse sentido, os investigadores estão a estudar a relação entre a exposição a situações de adversidade na infância e a idade da primeira menstruação: “Queremos ver se existem fatores de risco inflamatórios que possam influenciar a maturação sexual”, conclui.
 
O estudo insere-se no projeto DOCnet (Diabetes & obesity at the crossroads between Oncological and Cardiovascular diseases – a system analysis NETwork towards precision medicine), do qual o ISPUP é parceiro, tendo como objetivo desenvolver uma rede tecnológica para esclarecer o papel da obesidade e da diabetes mellitus no desenvolvimento de doenças cardiovasculares e oncológicas.
 

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