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Saúde
Dor crónica afeta mais as mulheres, mas muitas não têm tratamento
sexta-feira, 06 março 2020 11:44
No âmbito das celebrações do Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de março, a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) relembra a prevalência da dor crónica nas mulheres, que, apesar dos elevados números, permanecem subdiagnosticadas e sem tratamento adequado às suas necessidades.
 
Milhões de mulheres em todo o mundo têm dor crónica. Segundo a International Association for the Study of Pain (IASP), a doença afeta mais mulheres do que homens. Muitas continuam sem receber o tratamento adequado, devido a fatores psicossociais e biológicos, bem como a barreiras económicas e políticas ainda existentes em vários países, que influenciam a forma como a dor é encarada.
 
Os tipos de dor que afetam as mulheres têm um impacto global significativo. Destacam-se a fibromialgia, caracterizada por dor crónica generalizada, em que 80 a 90% dos casos diagnosticados são mulheres. Síndrome do intestino irritável, artrite reumatoide, osteoartrite, lombalgia, desordem da articulação temporomandibular, dor pélvica crónica e enxaquecas são outras das condições que afetam de forma desproporcional o género feminino. Apesar de menos conhecidas, outras situações ligadas a problemas ginecológicos, como é o caso da dor pélvica, da endometriose, vulvodinia ou das dores pós-mastectomia são muito frequentes, mas muitas vezes não diagnosticadas.
 
De acordo com Ana Pedro, presidente da APED, “todas as pessoas podem sofrer de dor crónica nalgum momento da sua vida, mas a população feminina é, sem dúvida, uma das mais afetadas, muito pelo facto de a dor crónica estar associada a doenças que são mais frequentes nas mulheres. Por esta razão, muitas vezes a condição, por ser tão vulgar e frequente, não é valorizada”, salienta.
 
A responsável acrescenta: “Neste dia [Dia Internacional da Mulher] é importante relembrar que a dor crónica é uma doença por si própria. Trata-se de um problema grave de saúde pública pela extensão de população abrangida e um tratamento eficaz só é possível através de um acompanhamento médico adequado”.
 
A dor é crónica quando, de modo geral, persiste após o período estimado para a recuperação normal de uma lesão. Pode surgir no contexto de várias doenças, nomeadamente cancro, artrose, diabetes, zona, entre outras, ser agravada por traumatismos ou posições forçadas ou incorretas, estar associada a uma cirurgia ou surgir sem causa aparente. A dor crónica é a segunda doença mais prevalente em Portugal, causando morbilidade, absentismo e incapacidade temporária ou permanente, o que gera elevados custos aos sistemas de saúde, com grande impacto na qualidade de vida do doente e das famílias.
 

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