O presidente da APCC foi categórico ao afirmar que em 2009 a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu como cancerígeno o recurso aos solários. Onze anos depois, o dermatologista questiona a permanência dos solários na Europa, quando “países como a Austrália ou o Brasil já encerraram” e a falta de fiscalização, essencial quando “estão a ir mais jovens, mais tempo e julgam que estão protegidos porque não ficam vermelhos”.
Sublinhando igualmente os benefícios do sol, o dermatologista apresentou variados comportamentos de risco e realçou que “é preciso lembrar não só as crianças, como os adolescentes e os adultos.” Osvaldo Correia fez referência aos momentos desportivos ao ar livre, caminhadas, neve e situações laborais, salientando a falta de “estruturas nas escolas, mas também no trabalho” e a eliminação das “provas [desportivas] nas horas de maior radiação ultravioleta”.
Empenhado numa “causa de todos”, o presidente da APCC lembra os 35 anos de histórias da Associação, com iniciativas anuais há 18 anos, em termos de formações científicas e sensibilização junto da população, sob o lema de “saber conviver com o sol”, no doseamento e no momento correto, “em que a nossa sombra é maior que nós próprios”.