FacebookTwitterYoutubeInstagramWhatsapp

Plataforma de Atualização Diária

Imagem Desdobramento
Saúde
Doença renal crónica afeta 850 milhões de pessoas em todo o mundo
quinta-feira, 12 março 2020 12:04
O Dia Mundial do Rim é assinalado hoje, dia 12 de março, visando a consciencialização sobre as características da doença renal crónica, em prol de uma vida saudável. A campanha de 2020 da Diaverum tem como lema “Saúde renal para todos em qualquer lugar – da prevenção até à deteção da doença e acesso igualitário aos cuidados de saúde”, alertando para o peso da doença renal na população e para a necessidade dos cuidados de saúde, bem como para a importância da prevenção.
 
A nível mundial, Portugal é dos países com maior incidência e prevalência de doentes sob tratamento substitutivo da função renal, cujo número continua a aumentar. De acordo com dados da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN), existem cerca de 12.500 doentes em diálise e sete mil doentes transplantados em território nacional.
 
A doença renal crónica tem um enorme peso social e económico, afetando cerca de 850 milhões de pessoas em todo o mundo. Um em cada dez adultos tem doença renal crónica. A nível global, as consequências negativas da doença estão a aumentar, estimando-se que se torne na 5.ª causa de morte em 2040. É também a causa de grandes encargos orçamentais, na medida em que os custos associados a tratamentos de diálise e a transplante consomem entre 2 a 3% dos orçamentos da saúde dos países desenvolvidos. Em países de rendimentos médios ou baixos, a maioria dos doentes renais tem acesso insuficiente quer aos tratamentos de hemodiálise, quer aos transplantes.
 
Esta é uma condição que pode ser prevenida com acesso apropriado a um diagnóstico básico e a tratamento precoce. No entanto, enquanto de uma forma geral existem políticas e estratégias nacionais focadas nas doenças não transmissíveis, não há uma aposta generalizada em políticas direcionadas para a educação e consciencialização da doença renal crónica, pelo que existe a necessidade de uma tomada de consciência generalizada sobre a importância das medidas preventivas por parte da população, profissionais de saúde e decisores políticos, refere a entidade.
 
A missão de alertar para a doença renal crónica
Filipe Almeida é um doente renal que se tem destacado por falar abertamente acerca da doença, na plataforma All aboard family. Na página, é possível seguir as aventuras de Filipe pelo mundo em família, com a sua mulher Catarina e o seu filho Guilherme, tendo-se tornado no último ano num exemplo de empoderamento para muitos outros doentes.
 
O diagnóstico surgiu quando tinha apenas 12 anos. Sendo de etiologia imunológica e de origem genética, era expectável que a doença se desenvolvesse na idade adulta. Há cerca de dois anos e meio, 10 dias antes de Filipe e Catarina serem pais, a doença atingiu o estadio 5, ou seja, atingiu a fase na qual é necessária a substituição da função renal. Aceitar esta nova condição não foi fácil, mas Filipe decidiu não desistir dos seus projetos de vida e, com o apoio de Catarina, optou por viajar à volta do mundo, provando que não existem impossíveis para os doentes renais.
 
Hoje o casal espera o seu segundo filho, com a sua dimensão enquanto influenciadores sempre em crescimento. Como se trata de uma plataforma de lifestyle, contribui para que muitas pessoas percebam o impacto que a doença tem no dia a dia de um doente renal, como o facto de Filipe precisar de tratamentos de hemodiálise três vezes por semana.
 
Ao mesmo tempo que concretiza o sonho de dar a volta ao mundo, contando as suas rotinas relacionadas com os vários tratamentos de hemodiálise, Filipe partilha informação útil sobre acessibilidade de tratamentos em todo o mundo, com especial enfoque nos países da União Europeia, onde qualquer doente renal português pode ter acesso gratuito à hemodiálise, através do Cartão Europeu de Seguro de Doença.
 
Filipe Almeida é, assim, o rosto de quem vê a doença renal de uma forma descomplicada e de quem não aceita deixar de viver os seus sonhos pela doença. Agora, numa pausa à espera do segundo filho, os pais fazem planos para novas viagens e para continuar a falar sobre a condição de Filipe. Durante o primeiro périplo da volta ao mundo, Filipe Almeida viajou por 24 países, onde já fez 332 horas de tratamentos, durante 83 sessões de hemodiálise, em 40 cidades diferentes.
 

PUBLICIDADE

© 2020 Vital Health | Todos os direitos reservados | Designed by IPSPOT_ and Developed by Webview