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Saúde
Sociedades publicam recomendações de prevenção do covid-19 para doentes imunossuprimidos
terça-feira, 17 março 2020 12:07
O Núcleo de Estudos de Doenças Auto-imunes (NEDAI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) divulgou diversas recomendações para prevenir a infeção pelo novo coronavírus, covid-19, nos doentes com imunossupressão por doenças autoimunes sistémicas.
 
A entidade aconselha a que a suspensão de fármacos imunossupressores não seja feita, já que o risco de agravamento da doença de base ou perda de eficácia dos fármacos é superior do que contrair a infeção e ter complicações da mesma.
 
Ainda assim, o NEDAI adianta que “a manutenção ou redução da medicação imunossupressora deve ser ponderada caso a caso, de acordo com a gravidade da doença de base e probabilidade de complicações graves da infeção por coronavírus (nomeadamente comorbilidades associadas)”. A decisão, refere o organismo, deve ser “tomada pelo internista assistente em consonância com o doente, e deve ser tida em linha de conta a semivida dos fármacos utilizados”.
 
No que diz respeito aos doentes com doenças autoimunes sob imunossupressão crónica com exposições de risco, entre os quais se incluem profissionais de saúde, atendimento ao público, trabalho em aglomerados comerciais, professores, entre outros, o contágio com complicações graves por covid-19 deve ser considerado elevado, pelo que a sociedade recomenda a que o utente comunique de forma “imediata” a sua situação de risco profissional à autoridade de saúde local competente, que deve analisar o risco epidemiológico do agregado familiar.
 
Além disso, devem ser estabelecidas medidas de diminuição de risco de contágio para todo o agregado familiar, que poderão contemplar a alocação laboral de menor risco, trabalho no domicílio com utilização de novas tecnologias ou, se de todo impossível, o isolamento social profilático.
 
As consultas presenciais de controlo e rotina de doentes estáveis devem também ser avaliadas pelo médico assistente, ao passo que as consultas urgentes devem ser mantidas.
 
“É muito importante que as consultas de doenças autoimunes se desenvolvam através de formas de contacto virtual com os médicos assistentes responsáveis”, refere o NEDAI.
 
António Marinho, coordenador da entidade, sublinha que “estas recomendações não incluem todas as situações possíveis, e não devem sobrepor-se a novas indicações que a tutela venha a emitir. Os doentes devem cumprir rigorosamente as medidas da tutela para controlo da disseminação comunitária”, conclui.
 

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