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Saúde
Doentes cardiovasculares estão em maior risco de contrair o coronavírus
terça-feira, 17 março 2020 12:10
A Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) alerta que os doentes com doenças cardiovasculares constituem, tal como os idosos, um grupo com maior risco de contrair a infeção pelo novo coronavírus, covid-19, com um acréscimo de complicações e de mortalidade que pode atingir 10,8%, comparada com 2,5% da população infetada em geral. O mesmo acontece com os doentes oncológicos, com doença respiratória crónica, diabetes e hipertensão arterial, adianta a entidade.
 
“As complicações cardíacas associadas à infeção por coronavírus são aproximadamente idênticas às produzidas pelos vírus Severe Acute Respiratory Syndrome (SARS), Middle East Respiratory Syndrome (MERS) e influenza. Contudo, o covid-19 apresenta contagiosidade muito maior e mais rápida, sendo que, ao contrário da gripe por influenza, ainda não existe vacina disponível”, explica Regina Ribeiras, vice-presidente da SPC.
 
Nesse sentido, o organismo considera “muito importante a sensibilização dos profissionais de saúde e dos doentes com doença cardiovascular crónica, seus familiares e cuidadores para o potencial de risco acrescido de contrair a infeção por coronavírus, bem como o risco elevado de complicações”, visando a adoção de medidas preventivas adicionais às estabelecidas para a população em geral.
 
A SPC adverte para que as recomendações divulgadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) sejam seguidas “com especial atenção e rigor neste grupo de doentes portadores de doença cardíaca crónica, particularmente se idosos”, sublinhado que deve evitar sair de casa ou deslocar-se ao hospital, a menos que seja estritamente necessário, procurando contactar telefonicamente ou por via informática o seu médico assistente ou outros profissionais de saúde.
 
Em casa, deve lavar as mãos com frequência, desinfetar regularmente os materiais tocados por outros, como é o caso de maçanetas de portas, corrimões, teclados de computador, entre outros, e evitar contactos interpessoais, sobretudo se tem alguma suspeita de contágio. Deve ainda verificar a sua temperatura corporal e a de quem contacta diariamente, bem como promover medidas de estimulação imunológica, nomeadamente alimentar-se bem, dormir adequadamente e reduzir os níveis de stress.
 
Finalmente, a entidade insiste que a vacinação para o vírus da gripe sazonal e para a pneumonia bacteriana, com a vacina pneumocócica, é protetora neste subgrupo de risco, dado o risco acrescido de infeção bacteriana secundária à infeção pelo novo coronavírus.
 

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