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Saúde
Uma em cada mil crianças pode ter uma doença reumática crónica
quarta-feira, 18 março 2020 12:42
Estima-se que uma em cada mil crianças em idade escolar possam ter uma doença reumática crónica. Hoje, dia 18 de março, assinala-se pelo segundo ano consecutivo o Dia Internacional de Sensibilização para as Doenças Reumáticas nas Crianças e Jovens, iniciativa da European Society for Pediatric Rheumatologists (PRES) e da European Network for Children with Arthritis (ENCA), que conta com a colaboração de várias organizações da área, como é o caso da Associação Nacional de Doentes com Artrites e Reumatismos da Infância (ANDAI) e da Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR).
 
“Os objetivos deste dia passam por aumentar a sensibilização dos pais e profissionais sobre estas doenças, bem como da sociedade em geral, para que estejam conscientes dos desafios que as doenças reumáticas representam para as crianças e jovens e suas respetivas famílias”, refere Ana Pais, presidente da ANDAI.
 
De acordo com as entidades, uma maior divulgação destas questões possibilita capacitar os pais para reconhecer sintomas que requerem atenção médica e ajudá-los a serem parceiros ativos no tratamento dos seus filhos.
 
“Pais e crianças com mais conhecimentos serão mais cooperantes e responsáveis no processo de tratamento, com ganhos evidentes na qualidade de vida dos seus filhos”, acrescentam.
 
Entre as doenças mais comuns estão as artrites idiopáticas juvenis (AIJ), que englobam um grupo de doenças que se acompanham de inflamação ou inchaço das articulações, de terem causa desconhecida e de surgirem na infância ou adolescência. Ainda assim, todas têm sintomas, necessidades de acompanhamento, tratamento e prognósticos distintos.
 
As crianças com doenças reumáticas crónicas não têm qualquer tipo de atraso intelectual, e, caso a doença seja adequadamente controlada desde o início, poderão ter um desenvolvimento físico normal. Pelo contrário, um diagnóstico tardio ou casos de doenças mais agressivas podem comprometer o seu crescimento.
 
As associações alertam ainda para a questão de que “não existe ‘reumatismo’, o que significa que dizer que alguém sofre de ‘reumático’ supõe fazer um diagnóstico equivocado e que pode levar a atitudes erradas, como não dar importância a sintomas ou acreditar que não é possível tratá-los”.
 
Existem mais de uma centena de doenças reumáticas que afetam as crianças e jovens, que vão do relativamente comum ao extremamente raro, como é o caso da artrite idiopática juvenil, lúpus eritematoso sistémico, dermatomiosite juvenil, febre reumática, doença de Kawasaki, síndrome de Blau, entre outras.
 
As doenças reumáticas afetam as crianças de várias maneiras, com manifestações ao nível das articulações, causando dor e restringindo o seu movimento. Nesse sentido, as associações realçam a importância de desmistificar que as doenças reumáticas não são doenças dos idosos e podem afetar qualquer pessoa, desde o nascimento até à terceira idade.
 

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