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Saúde
Diagnóstico de cefaleias em salva demora cerca de cinco anos
terça-feira, 24 março 2020 11:25
A propósito do Dia Internacional das Cefaleias em Salva, assinalado no passado dia 22 de março, a Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias (MiGRA Portugal) alerta para o impacto da doença. Também conhecida como “dor de cabeça suicida”, a cefaleia em salva é caracterizada por uma dor extremamente forte que atinge cerca de 4% população adulta mundial. Apesar da dor, o seu diagnóstico demora, em média, cinco anos.
 
“As cefaleias em salva não são apenas uma dor de cabeça muito forte e que passam com um simples medicamento para a dor. São dores inimagináveis e desesperantes, em que durante os períodos de crise muitos doentes têm pensamentos suicidas e ficam extremamente agitados, existindo mesmo casos em que os doentes acabam por se infligir, como bater consecutivamente na cabeça ou bater com a cabeça na parede, tal é o desespero. É necessário um diagnóstico mais precoce e um tratamento adequado tanto durante as crises, como para evitar os períodos de crise. É importante que estas pessoas falem com um médico sobre os seus sintomas”, ressalva Madalena Plácido, presidente da MiGRA Portugal.
 
Quem sofre com cefaleias em salva tem, em média, um a dois ciclos de crises por ano. As crises iniciam-se predominantemente durante a noite, podendo surgir todos os dias à mesma hora durante vários dias ou meses. Devido ao seu padrão cíclico, muitas pessoas apresentam crises sempre na mesma estação do ano, sendo mais comuns no outono e primavera. Quando estas ocorrem, os doentes sentem um grande impacto na sua qualidade de vida, tanto do ponto de vista social, como profissional, uma vez que têm de parar as suas atividades.
 
As cefaleias em salva caracterizam-se por um tipo muito raro e intenso de dor, fazendo com que os doentes fiquem muito agitados. Atingem apenas um lado da cabeça na zona do olho (zona orbital) e podem persistir num intervalo de tempo de 15 minutos a três horas. A dor é normalmente acompanhada por outros sintomas, como o lacrimejar de um olho, queda de uma das pálpebras superiores, olho vermelho, pupila pequena e pingo do nariz.
 
“Os doentes têm de reconhecer os seus sintomas para serem diagnosticados pelos especialistas mais rapidamente e conseguirem obter o tratamento adequado, de modo a poderem viver mais tranquilamente e com menos crises. É ainda necessário que os profissionais de saúde estejam alerta para estes sintomas, para que as cefaleias em salva sejam devidamente diagnosticadas e os doentes possam iniciar um tratamento adequado”, acrescenta a responsável.
 
Embora as suas causas ainda não sejam conhecidas, as cefaleias em salva são mais frequentes em pessoas que consumem álcool ou tabaco. As alterações dos padrões de vida (stress, sono ou alteração do padrão de atividade física) foram também identificadas como fatores de risco.
 
A classificação internacional de cefaleias inclui 14 grandes tipos, as quais se subdividem em cerca de 200 subtipos diferentes. São estas as cefaleias de tensão, a enxaqueca e as cefaleias em salva, para enumerar algumas. As cefaleias em salva manifestam-se, geralmente, entre os 20 e os 40 anos de idade, afetando mais homens do que mulheres.
 

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