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Saúde
Covid-19: tratamento experimental com células estaminais tem “resultados promissores”
quinta-feira, 26 março 2020 10:46
As células estaminais mesenquimais (MSCs, do inglês, Mesenchymal Stem Cells) mostram potencial para tratar o covid-19. São estas as conclusões de um novo estudo, publicado na revista científica Aging and Disease.
 
De acordo com o trabalho, as MSCs têm sido usadas em terapia celular para o tratamento de várias doenças, sendo que a segurança e eficácia da sua administração foram já documentadas em diversos ensaios clínicos, especialmente em doenças inflamatórias com envolvimento do sistema imunitário. Além disso, as MSCs podem atuar através da capacidade de diferenciação e de efeitos imunomoduladores. A capacidade de diferenciação poderá permitir reparar tecidos lesados, enquanto o seu efeito imunomodulador pode levar à regulação da atividade do sistema imunitário.
 
No estudo agora publicado, investigou-se a capacidade da administração de MSCs do tecido do cordão umbilical para melhorar o estado de saúde de sete doentes com pneumonia por covid-19. Os resultados clínicos destes doentes, assim como as alterações nos níveis das funções inflamatórias e imunológicas e os efeitos adversos, foram avaliados durante 14 dias após a administração das células.
 
Os investigadores verificaram que a função pulmonar e os sintomas dos doentes melhoraram significativamente em dois dias após a administração de MSCs. Entre eles, dois doentes com covid-19 comum e um com doença grave recuperaram e receberam alta 10 dias após o tratamento. Depois da administração de MSCs, registou-se uma alteração nas populações de células do sistema imunitário destes doentes, o que sugere a sua recuperação. Além disso, o perfil de moléculas pró e anti-inflamatórias melhorou nos doentes que receberam MSCs.
 
De acordo com os autores, a administração intravenosa de MSCs do tecido do cordão umbilical revelou-se segura e eficaz no tratamento de doentes com pneumonia por covid-19, principalmente nos doentes em estado crítico. A terapia com MSCs inibe a hiperativação do sistema imunitário e promove a reparação celular endógena, melhorando o microambiente pulmonar após a infeção por coronavírus, adianta o ensaio clínico.
 
O artigo revela que as MSCs do tecido do cordão umbilical conseguiram curar ou melhorar significativamente os resultados funcionais dos doentes. Ainda assim, a realização de estudos adicionais que incluam um maior número de doentes é necessária para validar a eficácia desta intervenção terapêutica, concluem.
 
De acordo com o conhecimento atual, um dos mecanismos subjacentes à deterioração dos doentes é a tempestade de citocinas, que ocorre após um acentuado aumento de moléculas pró-inflamatórias. Desta forma, prevenir e reverter esta reação imunológica descontrolada que ocorre nos doentes com pneumonia grave por covid-19 pode ser a chave para os salvar, conclui o trabalho.
 

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