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Saúde
Dia Mundial da Fibromialgia: alimentação, exercício físico e higiene do sono são aliados da doença
terça-feira, 12 maio 2020 12:03
A propósito do Dia Mundial da Fibromialgia, assinalado hoje, dia 12 de maio, a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) vem realçar a importância de uma alimentação saudável, de um regime de exercício físico e de uma boa higiene do sono para o tratamento desta doença.
 
A fibromialgia é uma das principais condições causadoras de dor, na qual a alteração do sono afeta mais de 90% destes doentes, que apresentam uma duração reduzida da etapa do sono que garante a recuperação do organismo. Nesse sentido, a APED considera que como este distúrbio do sono pode agravar a fibromialgia, a abordagem terapêutica de ambos deve ser comum.
 
Ana Pedro, presidente entidade, afirma que “a fibromialgia, caracterizada pela dor crónica que provoca, afeta a qualidade de vida do doente e das famílias, não apenas devido à dificuldade e incapacidade física, funcional e motora, mas também ao ter um grande impacto a nível pessoal e emocional, sendo fundamental que os doentes procurem formas de atenuar os sintomas”.
 
Para dormir melhor, a APED recomenda a adoção de medidas simples de “higiene de sono”, entre as quais dormir num ambiente adequado, manter uma rotina de horários, evitar o consumo de cafeína e álcool, praticar técnicas de relaxamento e usar colchões e almofadas de densidade adequada. 
 
Também a alimentação é um grande aliado no tratamento da fibromialgia: “A variedade e equilíbrio alimentar são fundamentais, sendo importante a ingestão de alimentos ricos em ácido ascórbico (vitamina C) e potássio, como frutas cítricas, manga, papaia, kiwi, morango, brócolos, banana, farelo de aveia, nozes. Também são importantes os alimentos ricos em cálcio e em magnésio, pois melhoram a contração muscular e a transmissão dos impulsos nervosos, como couves, agrião, lacticínios, feijão, lentilhas e espinafres. A par disto, as fontes de triptofano aumentam a produção de serotonina, um neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar. São exemplos destas fontes as carnes magras, peixe, iogurte desnatado, leguminosas, damasco e açaí”, informa a associação.
 
O exercício físico regular, de acordo com as capacidades do doente, “é primordial no controlo da dor, pelas endorfinas que liberta e sensação de bem-estar a que se associa. O exercício é uma das principais estratégias não farmacológicas no controlo da dor associada à fibromialgia”, acrescenta a APED.
 
A fibromialgia é mais comum em mulheres, com idades geralmente entre os 35 e os 50 anos, e tem um grande impacto no bem-estar, na qualidade de vida e no desempenho profissional dos doentes. Esta é uma doença que não tem cura, mas o seu acompanhamento por um médico especialista permite o seu controlo possibilita uma melhoria significativa dos sintomas mediante uma terapêutica adequada, conclui organismo. 
 

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