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Saúde
COVID-19 pode matar indiretamente seis mil crianças por dia
quinta-feira, 14 maio 2020 10:37
Nos próximos seis meses, a luta contra a COVID-19 pode vir a provocar a morte de seis mil crianças por dia nos países mais pobres, vítimas colaterais da sobrecarga dos sistemas de saúde. O alerta foi dado esta quarta-feira, dia 13 de maio, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
 
Segundo o pior de três cenários analisados num estudo da universidade norte-americana Johns Hopkins, nos próximos seis meses poderão morrer até 1,2 milhões de crianças em 118 países, devido à prestação de cuidados sanitários deficientes, provocados pela luta contra a propagação do novo coronavírus, explicou a agência da Organização das Nações Unidas (ONU). A estes óbitos juntar-se-iam os 2,5 milhões de menores que morrem semestralmente nestes países.
 
No mesmo período, a luta contra a COVID-19 poderá também provocar indiretamente a morte de 56.700 mulheres, devido à falta de acompanhamento antes e depois do parto, além das 144 mil vítimas que já se verificam por semestre. Este é um balanço que, a confirmar-se, aniquilaria “décadas de progresso na redução das mortes evitáveis de mães e crianças”, lamentou Henrietta Fore, diretora da UNICEF.
 
“Não podemos deixar as mães e crianças serem vítimas colaterais do combate ao vírus”, que já fez quase 290 mil mortos em todo o mundo, apelou a responsável.
 
Segundo o estudo da Universidade John Hopkins, publicado na revista The Lancet Global Health, em países com sistemas de saúde precários, a COVID-19 perturba as cadeias de aprovisionamento de medicamentos e o acesso a alimentos, pressionando os seus recursos humanos e financeiros.
 
As medidas instituídas para lutar contra o novo coronavírus, como o confinamento, o recolher obrigatório ou as restrições nas deslocações, e o receio de contágio das populações, reduzem as visitas aos centros de saúde e diminuem o recurso a procedimentos médicos essenciais. Entre os serviços afetados estão o planeamento familiar, os cuidados pré e pós-natais, os partos, a vacinação e os serviços de prevenção e cuidados de saúde, apontou a UNICEF.
 
A organização sublinhou ainda que mais de 117 milhões de crianças em 37 países poderão não ter sido vacinadas contra o sarampo, até meados de abril, por causa da interrupção nas campanhas de vacinação, provocada pela pandemia.
 
O sul da Ásia seria a região mais afetada, seguindo-se a África subsariana e a América do Sul, com falhas particularmente elevadas no Bangladesh, Índia, Brasil, República Democrática do Congo e Etiópia.
 
A nível global, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 298 mil mortos e infetou mais de quatro milhões de pessoas em 213 países e territórios. Desses, cerca de 1,7 milhões já recuperaram.
 
Fonte: Lusa

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