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Saúde
Investigadores estudam molécula com potencial terapêutico para a fibromialgia
sexta-feira, 15 maio 2020 16:17
Um grupo de investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto (U.Porto) está a desenvolver um conjunto de estudos, com base numa molécula, que pode abrir “portas” ao desenvolvimento de novas terapias para a fibromialgia e outras doenças musculoesqueléticas. ​​​​​
 
O ICBAS adianta que os investigadores do Laboratório de Farmacologia e Neurobiologia (LNF) provaram a importância de uma molécula, intitulada adenosina, para o combate às doenças musculoesqueléticas.
 
De acordo com o instituto da U.Porto, as características da fibromialgia, doença incapacitante que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e se manifesta, entre outros sintomas, através da dor e hipersensibilidade, levaram os investigadores a pensar que na sua base está “uma desregulação do funcionamento do tecido conjuntivo”.
 
“Estas características levaram-nos a pensar que, na base desta doença, está uma desregulação do funcionamento do tecido conjuntivo devido a inflamação e fibrose com impacto direto na atividade nervosa”, refere  Paulo Correia de Sá, diretor do laboratório do ICBAS.
 
Nesse sentido, o grupo de investigadores “apontou como alvo a adenosina”, uma molécula que assume um papel importante na sinalização intercelular em vários sistemas biológicos e cujos níveis extracelulares “aumentam quando o tecido conjuntivo é submetido a inflamação”.
 
De acordo com o ICBAS, esta molécula apresenta “propriedades farmacológicas interessantes como agente analgésico local (na acupuntura) com propriedades anti-inflamatórias e imunossupressoras”. 
 
Além da importância que assume na fibromialgia, esta molécula tem ainda um papel “relevante” noutros processos, também estudados pelo laboratório do ICBAS, e associados a doenças como a osteoartrose ou a artrite reumatoide.
 
Esta descoberta “abre assim portas para novas abordagens terapêuticas”, assegura o ICBAS, acrescentando que essas abordagens serão capazes de “promover a expansão e correta diferenciação condrogénica de células multipotentes” provenientes do osso subjacente à cartilagem ou transplantadas a partir da medula óssea do próprio doente para o ambiente articular, método in vitro que já se desenvolve no laboratório do Porto.
 
Paralelamente, o trabalho desenvolvido pela equipa mostrou que a adenosina tem também um papel “essencial” no controlo da neurotransmissão muscular esquelética que é essencial para caminhar, coordenar os movimentos dos olhos, face e mãos, bem como a respiração.
 
“Durante muitos anos, acreditou-se que o funcionamento das sinapses (ligações entre neurónios) responsáveis pela propagação do impulso nervoso era unidirecional”, refere o instituto, adiantando que uma técnica de vídeo-microscopia avançada permitiu à equipa liderada por Paulo Correia de Sá “descobrir uma nova dimensão supra-sináptica no controlo da transmissão neuromuscular”.
 
“Para além da relevância fisiológica do mecanismo descrito agora pela primeira vez, os resultados agora revelados abrem portas para a descoberta de novos alvos para o tratamento de doenças como a Miastenia gravis, uma doença neuromuscular incapacitante e relativamente frequente”, conclui o ICBAS.
 
Fonte: Lusa

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