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Saúde
Cardiologistas de intervenção preocupados com recusa de doentes em voltar ao hospital
quinta-feira, 21 maio 2020 12:16
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) anuncia que, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, os laboratórios de hemodinâmica voltaram a semana passada a chamar os doentes para a realização de consultas, exames e procedimentos que estavam anteriormente programados. No entanto, alerta para a recusa dos doentes em voltar ao hospital, por medo de serem infetados pela COVID-19.
 
“Uma percentagem significativa de doentes de Cardiologia, que começamos a chamar a semana passada, pedem para adiar o seu regresso ao hospital para a realização de procedimentos programados, referindo que têm medo de contrair a COVID-19”, esclarece João Brum Silveira, presidente da APIC.
 
O responsável alerta que todos os laboratórios de hemodinâmica estão preparados para receber o doente em segurança e que todos os doentes que estão a ser chamados “necessitam, efetivamente, da realização do procedimento, pelo que é vital que aceitem regressar”, reforça.
 
O presidente assegura que “existem percursos protegidos e adequados no hospital para as pessoas que sofrem de problemas cardiovasculares”, e que a atividade do cardiologista de intervenção foi adaptada à “nova realidade”. Além disso, a entidade reitera a recomendação da realização de testes à COVID-19, bem como o acompanhamento do estado clínico de todos os doentes em lista de espera.
 
“Os primeiros doentes a serem chamados, no decorrer dos próximos meses são os que consideramos prioritários clinicamente”, salienta.
 
Em abril, a APIC emitiu um documento com as orientações para a atividade da subespecialidade durante a pandemia COVID-19, dirigido a profissionais de saúde. As recomendações completas podem ser consultadas em https://bit.ly/3b0ergI.
 
“O documento, que congrega um conjunto de considerações obtidas por consenso interno, pretende de uma forma objetiva orientar a atividade da Cardiologia de Intervenção durante este difícil desafio, de responder à pandemia COVID-19, ao mesmo tempo que mantemos a assistência necessária na prevenção, diagnóstico e tratamento das restantes doenças.”, conclui João Brum Silveira.
 

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