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Saúde
Mais de metade dos portugueses desconhece as doenças do aparelho digestivo
segunda-feira, 01 junho 2020 10:38
Foi na alçada do Dia Mundial da Saúde Digestiva, instituído pela World Gastroenterology Organisation (WGO), que arrancou, pela primeira vez, o mês de sensibilização para este tema. Nesse sentido, a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) divulga os resultados de um inquérito nacional, que revela que apenas 48,4% das pessoas conhece doenças relacionadas com o aparelho digestivo, embora 90% admita que a importância de que uma boa saúde digestiva contribui para uma vida mais saudável.
 
O objetivo do inquérito passou por avaliar o conhecimento dos portugueses sobre a saúde digestiva, de modo a perceber os seus hábitos alimentares e de que forma a população encara essas atitudes como condicionantes da sua saúde.
 
“Perante estes resultados, é fundamental que seja trabalhada a vertente de educação, prevenção e sensibilização relativamente à saúde do foro digestivo, de forma a consciencializar a população para bons hábitos, estilo de vida saudável e para estarem atentas a sinais e consultarem o seu médico, na luta pelo diagnóstico precoce. É este trabalho que a SPG quer levar a cabo, contribuindo para, por um lado, maior informação e conhecimento, por outro, deteção atempada dos problemas de saúde, promovendo melhorias da saúde pública e poupanças ao nível do Serviço Nacional de Saúde” revela Rui Tato Marinho, presidente da SPG.
 
As inquietações dos portugueses face as doenças do aparelho digestivo distribuem-se, por um lado, pelo cancro digestivo e, por outro, por doenças comuns, como a azia, refluxo, obstipação, entre outras.
 
Quase 73% das pessoas responde de forma positiva à importância da prevenção e cerca de um terço já visitou um gastrenterologista. Contudo, mais de metade dos portugueses não considera que os exames de rastreio e de prevenção contribuam para a melhoria da sua saúde digestiva. 
 
Atualmente, o impacto da pandemia nesta especialidade foi grande, tendo afetado a realização de consultas e dos exames mais comuns para a monitorização da saúde digestiva, como endoscopias e colonoscopias. Assim, a SPG considera ser “fundamental retomar a atividade, continuar a promover a sensibilização à população sobre a prevenção destas doenças e não permitir que a situação que hoje vivemos atrase o diagnóstico destas doenças, particularmente aquelas do domínio oncológico”.
 
A partir deste ano, a saúde digestiva passa a ter um espaço de maior destaque no calendário das efemérides da saúde. O Mês da Saúde Digestiva, assinalado ao longo do mês de junho, é uma iniciativa de responsabilidade social corporativa da SPG, em parceria com empresas que se associaram à causa.
 
Tendo início na efeméride dedicada à saúde digestiva, a ação tem por princípio informar sobre a área e a sua importância ao nível da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento das doenças do aparelho digestivo, visando a promoção de um conhecimento mais aprofundado e a melhoria da saúde global dos portugueses.
 
Um estilo de vida saudável, uma dieta equilibrada, exercício físico regular, evitar e corrigir a obesidade e consultas periódicas com o gastrenterologista são apontados pela SPG como os “princípios centrais para prevenir doenças e garantir a boa saúde digestiva”. O diagnóstico precoce é a forma mais eficaz de reduzir a mortalidade, nomeadamente do cancro, bem como de promover a saúde digestiva, adianta a entidade. 
 
O aparelho digestivo é composto por alguns dos órgãos mais importantes do corpo humano. Mede cerca de 10 metros e vai da boca ao ânus, passando pelo esófago, fígado e vesícula, estômago, pâncreas, e intestinos delgado e grosso. A missão da SPG, com este projeto, é “ser um porta-voz e uma fonte credível de informação e demonstrar que se dermos a devida importância e atenção a toda esta dimensão e abrangência, vamos influenciar positivamente a saúde digestiva de todos nós. Pois se somos o que comemos, a saúde digestiva está no centro das atenções e das nossas vidas”, conclui a entidade.

 

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