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Saúde
Estudo revela que o tratamento do cancro da mama deve considerar o historial oncológico da doente
quinta-feira, 25 junho 2020 10:41
O historial de doença oncológica das mulheres com cancro da mama deve ser considerado na altura do diagnóstico, para que possam usufruir de um tratamento adequado à sua condição de saúde. É esta a principal conclusão de um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), recentemente divulgado.
 
O trabalho, publicado na revista “Anticancer Research”, sublinha que os médicos devem prestar especial atenção às mulheres que já tiveram cancros prévios, já que “o tipo de tratamento a administrar a estas doentes poderá ser diferente daquele que se pode aplicar àquelas que nunca tiveram um cancro”.
 
De acordo com Samantha Morais, primeira autora da investigação, “quisemos perceber se havia diferenças entre os tipos de tratamento (cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonoterapia, etc.) que eram aplicados a estes três grupos de mulheres. Também procurámos entender se havia diferenças na utilização de outros cuidados de saúde”.
 
Coordenado por Nuno Lunet e Susana Pereira, investigadores do Departamento de Epidemiologia do ISPUP, o estudo avaliou 681 mulheres diagnosticadas com cancro da mama, no ano de 2012. Entre estas mulheres, 628 foram diagnosticadas com um primeiro cancro em 2012, 21 tinham um diagnóstico anterior de cancro da mama, e 32 tinham tido previamente um tumor noutro órgão.
 
A análise verificou que as mulheres que já tinham sido previamente diagnosticadas com um cancro receberam menos frequentemente quimioterapia com antraciclinas e menos radioterapia no tratamento do segundo cancro.
 
“Dado que existem limites máximos de dosagem e de toxicidade residual destas terapias, os profissionais de saúde provavelmente optaram por outras soluções para o tratamento do segundo cancro”, explica Samantha Morais.
 
Além disso, o trabalho mostrou que estas doentes foram mais frequentemente submetidas a mastectomia total (remoção completa da mama) e realizaram testes genéticos com maior frequência do que aquelas que nunca tinham tido cancro.
 
 Para a investigadora, o estudo deixa a mensagem de que se deve considerar o historial oncológico da doente antes de qualquer terapia: “Quando se estiver a definir o tratamento a aplicar a uma doente que teve mais do que um cancro, deve considerar-se o historial da mulher e as terapias a que foi submetida previamente. Por exemplo, se já fez algum tipo de quimioterapia, o tratamento que irá receber agora poderá ter de ser outro, dado os limites máximos de dosagem e de toxicidade residual que se pode receber ao longo da vida”.
 
Neste sentido, o estudo realça que “nas sobreviventes de cancro, o tratamento da doença oncológica é influenciado pelos antecedentes de saúde das doentes”, conclui.
 
Fonte: ISPUP

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