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Saúde
Probabilidade de morte por COVID-19 em crianças é rara, diz estudo
segunda-feira, 29 junho 2020 10:15
A morte de crianças associada à COVID-19 é muito rara e ocorre em menos de 1% dos casos, já que a doença é, normalmente, moderada neste grupo etário. Os dados foram revelados numa investigação europeia, na qual participaram 82 estabelecimentos de saúde.
 
De acordo com um estudo publicado na revista The Lancet Child & Adolescent Health foram avaliadas 582 crianças e jovens entre os 3 e os 18 anos infetadas com o novo coronavírus, sendo que apenas um quarto tinha complicações médicas preexistentes.
 
Das crianças e jovens que fizeram parte desta investigação, liderada por especialistas da Grã-Bretanha, Áustria e Espanha, apenas quatro crianças morreram, todas com mais de 10 anos, sendo que duas delas tinham já patologias preexistentes.
 
O estudo também dá conta de que apenas 48 crianças, ou seja 8% do total, desenvolveram doença grave. Mais de 90 crianças (16%), não desenvolveram quaisquer sintomas.
 
Os investigadores assumem também que a mortalidade infantil poderá até ser inferior ao registado neste estudo.
 
“As crianças nas quais outros vírus foram detetados no trato respiratório, juntamente com o SARS-CoV-2, eram mais propensas” a desenvolver doença grave, o que poderá significar que se avizinham “implicações importantes” no próximo inverno, explica uma das investigadores principais deste estudo internacional, Begoña Santiago Garcia, do Hospital Universitário Gregório Marañon, em Madrid, Espanha.
 
A pandemia de COVID-19 já provocou quase 505 mil mortos e infetou mais de 10 milhões de pessoas em 213 países e territórios, contabilizando cerca de cinco milhões de recuperados.
 
Em Portugal, morreram 1.564 pessoas das 41.646 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde. Destas, 27.066 pessoas já recuperaram.
 
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
 
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia, em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.
 
Fonte: Lusa

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