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Saúde
Estudo mostra tendência para AVC em doentes com COVID-19
quarta-feira, 08 julho 2020 12:52
Acidentes vasculares cerebrais, demência e encefalopatia estão entre as patologias diagnosticadas em doentes graves com COVID-19 que sofreram complicações neurológicas, segundo um estudo científico britânico que analisou os dados de mais de 150 utentes.
 
Publicado na revista Lancet Psychiatry, o estudo analisou 153 doentes internados com COVID-19 durante o mês de abril, fase exponencial da pandemia, cujos casos foram encaminhados para a investigação pelos seus médicos.
 
“Tem havido cada vez mais relatos de uma associação entre a infeção da COVID-19 e possíveis complicações neurológicas e psiquiátricas, mas até agora só a partir de estudos com dez ou menos doentes. A nossa é a primeira investigação nacional de complicações neurológicas associadas à COVID-19, mas é importante assinalar que se centra em casos tão graves que exigiram hospitalização”, afirma o autor do estudo, Benedict Michael, da Universidade de Liverpool.
 
Os investigadores salientam que “não é possível tirar conclusões sobre a proporção total de doentes COVID-19 que poderão ser afetados [neurologicamente] a partir deste estudo, cujas conclusões reclamam mais investigação”.
 
Outra das cientistas envolvida e a co-autora do estudo, Sarah Pett, da University College London, acrescentou que este estudo é “uma fotografia” de um momento na pandemia e que é preciso “compreender as complicações cerebrais de pessoas que têm COVID-19 mas não com gravidade que justificasse internamento”.
 
“Esses estudos ajudarão a ilustrar a frequência destas complicações, quem está mais sujeito a tê-las e como as tratar”, afirmou.
 
A patologia mais comum foi acidente vascular cerebral (AVC), observado em 77 doentes, a maioria com mais de 60 anos, 57 por causa de coágulos sanguíneos, conhecidos como acidentes isquémicos, em nove dos casos por causa de hemorragias cerebrais e no caso de um utente, devido a inflamação dos vasos sanguíneos do cérebro.
 
Em 39 dos doentes estudados, cerca de metade dos quais tinham menos de 60 anos, verificou-se que sofriam de confusão mental ou mudanças de comportamento associadas a estados mentais alterados. Em sete deles, verificou-se que sofriam de encefalite, uma inflamação do cérebro.
 
Em 23 dos utentes analisados, verificou-se que sofriam de alterações psiquiátricas — psicose, demência, depressão e ansiedade – de que não tinham antecedentes, embora os investigadores admitam que pudessem já existir antes, mas sem serem diagnosticadas.
 
A pandemia da COVID-19 já provocou quase 548 mil mortos e infetou mais de 11 milhões de pessoas em 213 países e territórios, dos quais mais de sete mil já recuperaram.
 
Em Portugal, morreram 1.629 pessoas das 44.416 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde. Destas, 29.445 já foram dadas como recuperadas.
 
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
 
Fonte: Lusa

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