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Saúde
Doente com VIH no Brasil pode ser o primeiro curado apenas com medicação
sexta-feira, 10 julho 2020 10:00
Um doente com o vírus da imunodeficiência humana (VIH) em São Paulo, no Brasil, pode ser a primeira pessoa curada usando apenas medicamentos e sem recorrer a transplantes agressivos de células estaminais. Os dados foram revelados num estudo apresentado esta terça-feira, dia 7 de julho.
 
Os resultados do estudo, sobre os quais os investigadores pediram cautela quanto a qualquer conclusão precipitada, foram revelados no âmbito da 23.ª Conferência Internacional da SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida), que se realiza esta semana de forma virtual devido à pandemia da COVID-19, mas que originalmente teria lugar em São Francisco, nos Estados Unidos.
 
De acordo com o artigo, publicado na revista Science, o doente em causa tem 35 anos e foi tratado durante anos com uma combinação de antirretrovirais e nicotinamida, um tratamento que foi interrompido em março de 2019 e que, desde então, o VIH continua sem ser detetado tanto no seu ADN (ácido desoxirribonucleico - material genético), quanto no RNA (ácido ribonucleico).
 
A aparente ausência do VIH no sangue do denominado "doente de São Paulo" quinze meses após o término do tratamento leva a crer que este poderá ter sido curado, embora os próprios responsáveis pelo estudo alertem que não dispõem de resultados definitivos suficientes, e que não passou o tempo necessário para se poder confirmar essa possibilidade.
 
Até ao momento, sabe-se que apenas duas pessoas foram oficialmente curadas da SIDA, doença provocada pelo VIH: Timothy Ray Brown, conhecido como "o doente de Berlim", e Adam Castillejo, conhecido como "o doente de Londres".
 
Ambos foram submetidos a operações cirúrgicas complexas e agressivas, como parte de tratamentos contra o cancro, que envolveram o transplante de medula óssea com células estaminais resistentes à infeção pelo VIH, o que permitiu que os seus corpos criassem novos sistemas imunológicos livres da SIDA.
 
Apesar do sucesso destes dois casos, tratam-se de cirurgias muito complicadas, extremamente caras, e que envolvem perigos para o doente, tornando impraticável o seu uso em larga escala.
 
Fonte: Lusa

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