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Saúde
Doença de Parkinson: conheça os fatores de risco e os sinais de alerta
quarta-feira, 22 julho 2020 12:32
A doença de Parkinson (DP) está em destaque no âmbito do Dia Mundial do Cérebro, que se assinala hoje, dia 22 de julho. Esta doença crónica afeta 18 mil portugueses e caracteriza-se pelo impacto no sistema motor, levando a tremores, rigidez, lentidão dos movimentos corporais, instabilidade postural e alterações da marcha.
 
Esta doença caracteriza-se por ser uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crónica e progressiva. É causada pela diminuição da produção de dopamina, uma substância produzida pelo cérebro que ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo. Admite-se que a origem da doença resulte de uma combinação de fatores ambientais e genéticos, explica Miguel Coelho, neurologista do Hospital de Santa Maria.
 
Havendo uma redução da produção de dopamina, o controlo motor do indivíduo está diminuído e, depois dos primeiros sintomas, o doente é confrontado, um ano depois, com o desequilíbrio. Entre os principais sinais de alerta, destacam-se o tremor em repouso, a lentidão de movimentos, a rigidez muscular, o andar com passos curtos, a diminuição do tamanho da letra, a dificuldade na articulação da fala, ou ainda a depressão, ansiedade e alterações do sono.
 
O maior fator de risco para o aparecimento da DP é o envelhecimento. Usualmente, a DP desenvolve-se de forma lenta e progressiva a partir dos 55 anos de idade, embora em 10% dos casos surja antes dos 40 anos. Afeta ambos os sexos e é mais frequente nos europeus e norte-americanos do que nos asiáticos ou africanos.
 
Apesar de ser uma doença sem cura, existem várias opções de tratamento que melhoram as queixas dos doentes, como a toma de comprimidos, injeção contínua de medicamentos através de uma bomba infusora, medicamentos administrados por um penso na pele, fisioterapia e tratamento neurocirúrgico.
 
O tratamento neurocirúrgico consiste numa cirurgia designada por estimulação cerebral profunda, que começou a ser realizada em Portugal em 2002 e consiste no implante de dois elétrodos cerebrais ligados a um neuroestimulador, um dispositivo médico semelhante a um pacemaker. Este dispositivo envia pequenos impulsos elétricos para as áreas do cérebro responsáveis pelo controlo do movimento.
 
Após o procedimento, os doentes registam melhorias na ordem dos 50 a 75%, o que resulta numa melhoria significativa da qualidade de vida, maior autonomia e autoestima dos doentes.
 
Trazendo grandes alterações à vida dos doentes, mas também à dos familiares e cuidadores, Miguel Coelho salienta a importância de se procurar ajuda especializada através de uma abordagem multidisciplinar que inclua a implementação de um programa de reabilitação especializado.
 
Fonte: Sapo Lifestyle

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