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Saúde
Ouça a sua voz e aprenda a reconhecer os sintomas do cancro da laringe
quinta-feira, 23 julho 2020 12:00
O cancro da laringe é o segundo cancro mais frequente da cabeça e pescoço, a seguir ao da boca. O Sul da Europa é a região geográfica com a maior incidência de cancro da laringe, atingindo em Portugal 600 novos casos de doentes por ano. Na origem do cancro da laringe podem estar várias causas, entre elas o tabaco. O importante é estar alerta e reconhecer os sintomas associados.
 
"Estou rouco há três meses. Pensei que fosse das bebidas frias e não liguei. Finalmente fui hoje a uma consulta de Otorrinolaringologia. O médico disse-me que tinha um tumor maligno da laringe. Tenho de ser operado e tirar as cordas vocais. Tenho cancro da laringe. Porque é que não liguei à rouquidão?", é o testemunho de um doente.
 
Pedro Montalvão, otorrinolaringologista no Hospital CUF Descobertas e coordenador da Unidade de Cancro da Cabeça e Pescoço da CUF Oncologia, depara-se recorrentemente com estas situações, e explica que o cancro da laringe tem uma maior incidência nas idades compreendidas entre os 60 e 70 anos, sendo que menos de 1% ocorre em doentes com idade inferior a 30 anos.
 
Quanto aos fatores de risco, o especialista aponta que o tabaco é o principal, e “o risco baixa ao deixar de fumar, igualando o risco dos não-fumadores após 15 anos”. O álcool é apontado como o segundo fator mais importante, e tem um efeito sinérgico com o tabaco, no entanto é um fator independente, que por si só pode provocar cancro. O refluxo gastro-esofágico é também considerado um fator de risco, a par da infeção pelo vírus do papiloma humano.
 
Pedro Montalvão salienta ainda o risco associado a algumas profissões, tais como soldadores, pintores, trabalhadores da construção civil, exposição ao amianto, pó de madeira, gasolina e gasóleo, e exposição a radiações no pescoço.
 
Quanto aos sintomas, o médico especialista identifica a rouquidão como o sintoma mais frequente, porque as cordas vocais, responsáveis pela produção de voz, são o local mais frequente de cancro da laringe. Outros sintomas poderão ser a dor faríngea crónica, dor referida no ouvido, dificuldade ou dor ao engolir, falta de ar, tosse crónica, perdas de sangue pela boca, ou massas no pescoço.
 
Em caso de suspeita, os utentes deverão recorrer a uma consulta de Otorrinolaringologia, em que será realizada uma laringoscopia direta, ou uma nasofibroscopia, de forma a observar a laringe e as cordas vocais. Se houver indicação, será programada uma biópsia, que permite o diagnóstico definitivo.
 
Pedro Montalvão enaltece que o aspeto mais importante para a cura deste cancro é o diagnóstico precoce, sendo fundamental “estar atento aos sintomas” e “não deixar para amanhã o que pode fazer hoje, independentemente de estarmos a viver uma pandemia”.
 
Fonte: Sapo Lifestyle

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