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Saúde
Autismo: sangue do cordão umbilical melhora os níveis de comunicação, socialização e inteligência não verbal
sexta-feira, 24 julho 2020 12:38
Um estudo publicado recentemente mostrou que o uso de sangue do cordão umbilical para tratar crianças diagnosticadas com autismo pode melhorar os seus níveis de comunicação, socialização e inteligência não verbal. O estudo foi liderado por Joanne Kurtzberg, da Duke University nos EUA, especialista que investiga há décadas o potencial das células estaminais do sangue do cordão umbilical.
 
A primeira fase deste estudo envolveu 25 crianças com autismo com idades entre os dois e os seis anos, tendo como objetivo mostrar não só a segurança do procedimento, como a eficácia na melhoria de, pelo menos, um dos sintomas associados ao autismo. Foi lançado o ensaio clínico de fase II, que envolveu 180 crianças diagnosticadas com esta doença.
 
As conclusões do estudo apontam para uma melhoria dos índices compostos de socialização e comunicação das crianças após a infusão com sangue do cordão umbilical. Foi também demonstrado que os resultados mais exuberantes em termos de melhoria dos índices de comunicação e socialização se verificaram em crianças entre os quatro e os sete anos de idade.
 
Joanne Kurtzberg, responsável pelo estudo, efetuou em 2010 o transplante de sangue do cordão de uma menina portuguesa com paralisia cerebral cuja amostra se encontrava criopreservada na BebéVida, que se dedica à criopreservação de células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical de recém-nascidos.
 
João Sousa, diretor de qualidade da BebéVida explica que “o ano passado tivemos o privilégio de dar a conhecer as nossas instalações e laboratório à Dr.ª Joanne, com quem esperamos vir a trabalhar mais vezes em projetos de investigação futuros. Na BebéVida, estamos continuamente a apostar em investigação e inovação e empenhados em descobrir as diversas utilizações e benefícios que a criopreservação de células estaminais, do sangue e do tecido do cordão umbilical podem ter no tratamento das mais variadas patologias”.
 
Na publicação dos resultados, foi também anunciada a realização de mais um estudo para o tratamento de 164 crianças com diagnóstico de autismo, através de células estaminais mesenquimais isoladas a partir do tecido do cordão. Estas crianças, já sujeitas a tratamento com sangue do cordão, serão ainda alvo de teste com as células isoladas a partir do tecido do cordão umbilical.

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