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Saúde
Protetores solares analisados este ano pelo Infarmed cumprem as regras
quinta-feira, 13 agosto 2020 09:21
Todos os 20 protetores solares analisados pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) este ano cumprem as condições exigidas, tanto quanto aos ingredientes que contêm, como quanto à proteção solar que dizem conferir, divulgou entidade.
 
Esta campanha, à semelhança de anos anteriores, consistiu na determinação do fator de proteção solar (FPS ou SPF, Sun Protection Factor), na avaliação laboratorial da qualidade microbiológica e na análise da rotulagem dos respetivos produtos.
 
Segundo o Infarmed, a análise incidiu sobre 20 formulações de protetores solares, correspondentes a 140 ensaios realizados: “Os produtos analisados foram colhidos em fevereiro deste ano, em diversos pontos da cadeia de distribuição, nomeadamente distribuidores e locais de venda ao público, como farmácias e supermercados”, sublinha.
 
Foram analisados produtos com diferentes fatores de proteção solar, entre os quais 13 produtos com fator de proteção solar 50+, seis produtos com fator 30 e um produto com fator 50.
 
“Do ponto de vista laboratorial, os 20 produtos analisados apresentaram um fator de proteção solar correspondente à categoria declarada no rótulo”, cumprindo tanto os parâmetros relativos à qualidade microbiológica, como do ponto de vista da rotulagem.
 
“Na apreciação, houve um especial enfoque na lista de ingredientes, de forma a responder às preocupações de segurança a respeito de determinadas substâncias que se destinam a ser usadas em produtos cosméticos, tais como filtros para radiações ultravioletas”, explica o organismo.
 
A Autoridade Nacional do Medicamento lembra no relatório desta avaliação que estudos científicos “sugerem que o uso dos protetores solares pode prevenir as lesões ligadas ao fotoenvelhecimento e proteger contra a fotoimunossupressão induzida” e “demonstram que a utilização de protetores solares pode prevenir alguns tipos de carcinoma da pele”.
 
O Infarmed adianta ainda que “a investigação científica indica que a exposição excessiva à radiação UVB, assim como à radiação UVA, tem impacto no sistema imunitário”, e sublinha que mesmo os protetores solares muito eficazes e que protegem das radiações UVB e UVA “não podem garantir proteção completa contra os riscos da exposição à radiação ultravioleta (UV), já que nenhum protetor solar consegue filtrar na totalidade a radiação UV”.
 
O número de lesões na pele continua a aumentar em Portugal e, na campanha do ano passado do Dia do Euromelanoma, assinalado a 11 de maio, mais de 1.300 pessoas foram rastreadas e foram detetados 6% de cancros de pele e 15% de lesões pré-cancro de pele.
 
A Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC) estima que este ano sejam diagnosticados mais de 13 mil novos casos de cancro da pele e que mais de mil sejam novos casos de melanoma.
 
Fonte: Lusa e SNS

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