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Saúde
Dermatite atópica, uma doença de origem desconhecida
segunda-feira, 14 setembro 2020 10:14

Também conhecida como eczema atópico, a dermatite atópica é uma doença crónica inflamatória da pele, complexa, uma vez que não tem origem numa causa única, mas resulta, sim, de uma combinação de fatores genéticos, ambientais e imunológicos.

Manifesta-se maioritariamente na infância, podendo os casos mais complicados persistir ao longo da vida adulta, estimando-se que afete cerca de 10% das crianças e 7% dos adultos.

A dermatite atópica caracteriza-se pela presença na pele de manchas avermelhadas e ásperas, que podem tornar-se mais espessas, descamar ou evoluir para feridas, e que são acompanhadas por comichão intensa. As lesões podem ter localizações distintas, que variam conforme a idade e o padrão clínico de cada doente – nas crianças, normalmente a face é a zona mais afetada; as pregas cutâneas (dos joelhos e cotovelos) e mãos são outros dos locais onde habitualmente se situam as lesões.

Em cerca de 80% dos casos, além das manifestações cutâneas, existem, ao longo da vida, asma e/ou rinite alérgica.

Dada a importância de se ter alguns cuidados essenciais no dia a dia, a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia compilou um conjunto de recomendações gerais que podem ajudar quem vive com dermatite atópica:

  • Hidratar regularmente a pele (1 a 2 vezes por dia) e sempre após o banho – mas lembre-se que o emoliente pode causar ardor se aplicado em área inflamada;
  • O emoliente e o produto de higiene devem ser específicos para peles atópicas (siga a recomendação do seu dermatologista);
  • O banho deve ser rápido (5-10min), com água tépida e, preferencialmente, na forma de duche;
  • Usar roupa confortável, dando preferência ao algodão de cor clara diretamente em contacto com a pele;
  • Evitar coçar;
  • Evitar o sobreaquecimento, pois o calor e a transpiração podem causar agravamento;
  • A exposição solar, desde que regrada, pode ajudar a melhorar os sintomas;
  • Utilizar o corticóide com bom senso: não aplicar indiscriminadamente, mas evitar a corticofobia – riscos e benefícios são ponderados pelo médico, caso a caso;
  • Atendendo a que o eczema atópico pode ter diferentes níveis de gravidade, ao tratamento tópico pode ser necessário associar tratamento sistémico;
  • É muito importante cumprir rigorosamente o tratamento prescrito pelo seu dermatologista.

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