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Saúde
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Dia Mundial da Psoríase: recomendações para quem vive com a doença

Por: Rita Asseiceiro

quinta-feira, 29 outubro 2020 10:39
A psoríase é uma doença crónica, inflamatória, autoimune e sistémica que se manifesta na pele, podendo surgir em qualquer idade e que afeta 1 a 3% da população mundial, com um impacto psicossocial grave no doente.
 

Esta doença, não contagiosa, caracteriza-se pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afetam sobretudo os cotovelos, joelhos, região lombar, couro cabeludo e unhas. Em cerca de 1/3 dos doentes, a psoríase atinge as articulações, dando origem à artrite psoriática.

Para assinalar o Dia Mundial da Psoríase, hoje, 29 de outubro, a PSOPortugal e a LEO Pharma apresentam um conjunto de recomendações gerais que podem ajudar quem vive com psoríase:

• Adotar hábitos de vida saudáveis e alguns cuidados diários para diminuir a manifestação da doença;
• Praticar exercício físico regular, manter uma alimentação saudável e evitar o consumo de tabaco e de álcool;
• Aplicar cremes hidratantes, favorecendo uma hidratação profunda da pele por evitar a perda de água por evaporação na camada mais externa da pele;
• A exposição solar deve ser moderada, uma vez que os raios solares ajudam no processo de regeneração da pele a ajudam a controlar a psoríase;
• Utilizar roupas confortáveis, para minimizar a irritação e maximizar o conforto;
• Participar em grupos de apoio com o objetivo de partilhar experiências;
• Procurar aconselhamento médico e seguir com o tratamento prescrito.

A sua base é genética, podendo os surtos desencadearem-se devido a stress, problemas laborais, angústia, depressão e, até, em consequência de infeções ou da toma de alguns medicamentos. No entanto, o seu carácter genético não implica que ocorra uma hereditariedade de pais para filhos, apesar de se verificar uma maior probabilidade do aparecimento da doença.

“Aos primeiros sinais suspeitos, há que procurar ajuda médica e, uma vez diagnosticada a doença, há que seguir o tratamento prescrito. Isto é fundamental para o controlo da doença e, consequentemente, para uma melhor qualidade de vida”, afirma Jaime Melancia, presidente da PSOPortugal.

A psoríase ainda não tem cura, mas já existe um conjunto variado de tratamentos, adaptados a cada doente, cujo uso isolado ou conjugado permite controlar os sinais e sintomas na maioria dos casos.

“Tem havido grandes avanços nos tratamentos para a psoríase, partindo os mesmos de uma mudança na abordagem, tendo em conta que não se trata exclusivamente de uma doença de pele, mas sendo também uma patologia sistémica, inflamatória, imunomediada, que afeta também outros órgãos. Hoje, com as novas terapêuticas disponíveis, pode obter-se uma limpeza total ou quase total da pele, o que significa uma melhor qualidade de vida para o doente”, acrescenta Ana Belén Romero, diretora médica da LEO Pharma Portugal e Espanha.

Os tratamentos para a psoríase podem controlar os sinais e sintomas da doença, diminuindo quase totalmente ou limpando totalmente as lesões associadas à doença e proporcionando uma grande melhoria na qualidade de vida do doente. Atuam na inflamação, reduzindo-a e diminuindo a proliferação de células na camada superficial da pele.

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