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Saúde
Dia Mundial da Pneumonia: Movimento Doentes Pela Vacinação apela à gravidade da pneumonia
quinta-feira, 12 novembro 2020 10:27
No Dia Mundial da Pneumonia, que se celebra hoje, o Movimento Doentes Pela Vacinação (MOVA) lembra que a pneumonia pode deixar sequelas irreversíveis ou mesmo levar à morte, sobretudo entre os grupos de risco. Apela ainda à proteção individual como optar pela vacinação para prevenir internamentos e assim contribuir para a diminuição do recurso aos serviços de saúde, nesta fase, sobrecarregados.
 

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, a pneumonia mata uma média de 16 pessoas por dia, uma pessoa a cada 90 minutos. Em 2018, foi responsável 43.4% das mortes por doenças do aparelho respiratório, 5.1% do total de óbitos no nosso país. A maioria poderia ter sido evitada através de imunização.

A fundadora do MOVA, Isabel Saraiva, refere que “a população sabe o que é a pneumonia, mas desconhece os riscos que corre ao contraí-la. Falar de pneumonia é falar de mortes, de morbilidades e de sequelas graves. Podemos preveni-las, basta que nos vacinemos”, relembrando ainda que “qualquer investimento que façamos em prevenção é preferível aos custos da cura”.

A pneumonia pode deixar sequelas permanentes, que reduzem drasticamente a qualidade de vida de quem a contraiu. Bronquiectasias (deformação dos brônquios) e compromisso da função pulmonar são apenas dois exemplos, tal como a permanência de tosse, expetoração ou falta de ar. Podemos evitar grande parte das pneumonias e respetivas sequelas através de vacinação.

Nunca, como hoje, se falou tanto de prevenção. Grupos de risco como pessoas a partir dos 65 anos e quem, independentemente da sua idade, sofre de doenças crónicas, devem estar particularmente protegidos. Em plena pandemia, não temos, ainda, vacina contra a COVID-19, mas a imunização já é uma realidade na prevenção de outras doenças graves e potencialmente fatais.

No Dia Mundial da Pneumonia, o MOVA reforça que a vacinação deve ser uma prioridade em todas as fases da vida. A vacinação antipneumocócica está recomendada pela Direção Geral da Saúde a todos os adultos pertencentes aos grupos de risco – idosos, pessoas com doenças crónicas como diabetes, asma, doença pulmonar obstrutiva crónica, outras doenças respiratórias crónicas, doença cardíaca, doença hepática crónica, doentes oncológicos, portadores de VIH e doentes renais.

A vacina é gratuita para as crianças e alguns segmentos de adultos, para quem já se encontra no Programa Nacional de Vacinação, e é comparticipada pelo estado em 37% para a restante população. A sua eficácia está comprovada em todas as faixas etárias, incluindo na prevenção das formas mais graves da doença.

A proteção dos grupos de risco através de imunização é uma das causas do Movimento Doentes pela Vacinação, que apela à acessibilidade da vacina a pessoas que se encontrem em situações de maior fragilidade.

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