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2 milhões de portuguesas sofrem de doença venosa crónica
quarta-feira, 10 julho 2013 10:36

varizes c5a69A Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV) lançou a 2ª fase da campanha "Veias Saudáveis?". Decorre até setembro e visa promover o diagnóstico e tratamento precoce da doença venosa crónica (DVC), a qual afeta mais a população feminina. Aliás, segundo as estimativas, atinge cerca de 2 milhões de portuguesas.

A campanha vai estar presente em todas as instituições de cuidados de saúde primários de todo o país. No total, a campanha vai abranger mais de 1.700 instituições (centros de saúde e unidades de saúde familiar).

 

Nestas unidades estão já disponíveis testes rápidos de avaliação de sintomas e sinais característicos da doença que, depois de preenchidos pelo utente, devem ser entregues ao médico de família que os aconselhará. Serão também distribuídos conselhos para a adoção de um estilo de vida saudável, de forma a promover uma melhor prevenção da patologia.

 

Integrado na campanha "Veias Saudáveis?" decorrerá, numa segunda fase, um Programa de Rastreios de Doença Venosa Crónica, que conta com o envolvimento de médicos especialistas em angiologia e cirurgia vascular, que vão colaborar com os médicos de família na deteção de utentes que apresentem um quadro clínico compatível com doença venosa crónica.

 

Segundo o Dr. Daniel Brandão, secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular, "voltamos a trazer esta campanha aos Cuidados de Saúde Primários porque estamos perante uma doença crónica e evolutiva. Por isso, esta patologia acarreta uma elevada repercussão socioeconómica. Neste momento, estima-se que cerca de 2 milhões de mulheres portuguesas, com mais de 30 anos, sofram de doença venosa crónica e que grande parte da população portuguesa ainda desconheça os principais sintomas e sinais subjacentes à doença, desvalorizando as suas consequências e encarando-a unicamente do ponto de vista estético. O objetivo desta campanha "Veias Saudáveis?" é despertar a consciência da população e alertar para a necessidade de um diagnóstico e tratamento cada vez mais precoces."

 

A DVC é o resultado de um ciclo de alterações nas veias que envolvem a inflamação, a incompetência valvular e a hipertensão venosa. A inflamação venosa é o principal responsável pelo aparecimento dos sintomas inicialmente mais comuns como a dor, a sensação de pernas pesadas e inchadas, a sensação de calor, as cãibras noturnas e o prurido.

 

Mesmo nos doentes que ainda não têm varizes visíveis, os sintomas de Doença Venosa Crónica geram incapacidade para realizar diversas tarefas diárias, tais como as que obrigam a estar em pé ou sentado durante muito tempo, mas também subir escadas ou ajoelhar-se. Acresce-se que, com a evolução da doença, surgem manifestações cutâneas progressivamente mais severas que podem inclusive culminar na úlcera venosa.

 

Os fatores de risco para vir a sofrer de DVC são vários, importando realçar:


• Os fatores genéticos: uma pessoa que tenha antecedentes familiares de DVC tem maior probabilidade de vir a desenvolver a doença;
• O facto de ser mulher: devido às alterações hormonais, à contraceção hormonal e à gravidez;
• A idade: à medida que envelhecemos as nossas veias perdem resistência;
• A obesidade: o excesso de peso provoca uma grande carga nos membros inferiores e, consequentemente, nas veias;
• O estilo de vida: importando realçar a falta de exercício físico, os ambientes quentes e estar muito tempo de pé ou sentado.

 

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