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Estudo: cancro do estômago mata mais no Norte
terça-feira, 23 julho 2013 11:49

artigo M. Alvarez H. Nogueira 7c1e3A Região Norte, particularmente Grande Porto, Cávado, Tâmega e Minho-Lima, é a região do país onde se regista o maior número de óbitos por cancro do estômago, enquanto as zonas da Grande Lisboa, Grande Porto, Baixo Alentejo e Algarve registam a taxa mais elevada de mortes devido a cancro nos brônquios e no pulmão. Estes são os primeiros resultados de um estudo em curso na Universidade de Coimbra (UC), segundo comunicado enviado pela instituição.


A pesquisa tem como objetivo analisar a variação geográfica dos óbitos causados por diferentes tipos de cancro, em Portugal Continental, e estimar a sua associação a fatores sociais e ambientais.


Considerando a complexidade da doença oncológica, de acordo com o mesmo comunicado da UC, as coordenadoras do estudo, Manuela Alvarez e Helena Nogueira (na foto), realçam que o conhecimento da variação da patologia ao longo do território nacional. "É bastante útil para a definição de áreas de risco, por tipo de cancro, e relevante para os cuidados primários de saúde, permitindo o desenvolvimento de ações de prevenção dirigidas e a alocação de recursos adequados para a melhoria da qualidade dos serviços médicos", referem as coordenadoras, citadas no comunicado.

 

Nesta primeira fase do estudo, no âmbito da relação entre doença e sociedade, em que a equipa estabeleceu os padrões de mortalidade por tipo de cancro, foram encontradas associações significativas entre o aumento do risco de morte e os indicadores de desenvolvimento socioeconómico das regiões estudadas. Também foi observada uma correlação negativa entre os indicadores de desenvolvimento e quase todos os tipos de cancro, com a exceção do cancro do pulmão.

 

O estudo vai prosseguir no terreno, com a aplicação de inquéritos individuais. A intenção será perceber quais os fatores que mais influenciam a doença, nomeadamente qualidade do ambiente, hábitos alimentares ou acontecimentos de vida.


A equipa, que conta com investigadores das Faculdades de Ciências e Tecnologia (Centro de Investigação em Antropologia e Saúde – CIAS) e de Letras (Geografia) da Universidade de Coimbra (UC), analisou os óbitos ocorridos entre 2007 e 2009, causados por 14 tipos de cancro em 28 regiões.

 

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